domingo, 2 de dezembro de 2007

EU E A CAPITAL


O VENTO FEZ CONSTAR AO AUTOR DO BLOG QUE SUA EX.ª O PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA FEZ O OBSÉQUIO DE DEFERIR E CONCRETIZAR UMA AUDIÊNCIA PESSOAL COM O MAJOR DO EXÉRCITO JOSÉ ROCHA.

Porque apreciamos a atitude da PGR resolvemos entrevistar o Major sobre a efeméride.

Autor do Blog (AB) – Sr. Major confirma a notícia?

Major Rocha (MR) – Confirmo.

AB – Como decorreu a audiência?

MR – Correu muitíssimo bem, excedeu as expectativas.Não foi, obviamente a pessoa do PGR que me recebeu, foi um Exm.º ProcuradorAdjunto, cujo nome julgo não ter interesse revelar e que me recebeu como nunca em lado algum havido sido recebido, com respeito, muito afável, atencioso, humanista, e com muita humildade, paginas tantas até me esquecia que estava a falar com um alto signatário do Estado e da República. Um Procurador Adjunto que se comportou à altura do Alto Cargo, com respeito pelo cidadão, nem parecia um “procurador” no sentido formal e rígido do termo, mas antes um cidadão cortês, afável, humilde, que soube ouvir com toda a atenção o que tinha para dizer e melhor soube ainda responder com precisão técnica e sentido humanista.

Parabéns à PGR e que Deus ajude toda a equipa do Dr. Pinto Monteiro e a inspire a restaurar a Dignidade da Nação.

AB – E substantivamente foi produtiva a reunião?

MR – Muito mesmo. Estou certo que vão surgir desenlaces favoráveis.

AB – Então regressa ao Porto satisfeito?

MJ – Sim muito. Mas já agora devo acrescentar algo mais, primeiro tratou-se dum regresso à capital,da qual estava afastado desde há quatro anos,uma estadia de dois dias ainda por cima recheados de intensa actividade e inausita surpresa.

AB – Surpresas?

MJ – Sim, surpresas. Aproveitei a circunstância e a oportunidade e desloquei-me ao DIAP-Lisboa a fim de tomar conhecimento dos autos dum inquérito em que sou parte interessada.

AB – E então?

Sobre esta visita estou agradado com a recepção, os modos e procedimentos relacionados com a recepção, a cortesia e a amabilidade das pessoas, principalmente daquelas que exercem a actividade pública “SEM NOME”, que lá trabalham com respeito e carinho para com aqueles que delas se aproximam muitas vezes com receio.

É esta gente anónima que muitas vezes honra e fornece lustre a instituição.

Mas devo acrescentar que saí de lá triste, muito triste e revoltado. Abandonei o DIAP-Lisboa inundado de inquietação sobre o que vi, li e que julgava não vir nunca a ver ou a ler na matéria que pessoalmente me diz respeito.

AB – Ai sim, e porque ficou desiludido?

MJ – Sobre a substância nada mais poderei acrescentar pois sobre a matéria em causa impera o segredo de justiça.

4 comentários:

fotógrafa disse...

Bom Major Rocha, mas ainda bem que ficou com boa impressão da maneira como foi recebido pelo PGR, ou seu substituto...
No DIAP, já sabe que as coisas não correm muitas vezes, como será da vontade de quem tem lá os processos, mas se no fim o saldo fôr positivo, ainda bem que foi a Lisboa.
Vamos esperar pelos resultados...A VERDADE NUNCA PRESCREVE, não é?
Um abraço solidário

Manuel Ribeiro disse...

é sempre bom construir pontes de diálogo, de esclarecimento e diluição de tabus. Evidentemente que muitos generais se sentirão ofendidos e humilhados com tais lufadas de ar fresco. Para além do oxigénio fluir por todos os interstícios levando a msg de cada ponto para o todo, tem ainda a inconveniência de iluminar a fealdade, competência e falta de inteligência que caracterizam os ditos "cabos de guerra".

Manuel Ribeiro disse...

obviamente que no comentário anterior queria dizer incompetência...

Manuel Ribeiro disse...

Cuidado, caro Arguido... As Forças do Mal apertam a teia...

Solidariedade guevariana