sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A TÍTULO PÓSTUMO...

Atrevo-me a citar Spooner: "os homens devem antes e necessariamente conhecer os sentimentos, não menos que os objectos materiais e antes de conhecerem o sentido das palavras por meio das quais os descrevemos".
Seve este curtíssimo introito para insinuar que, tal como a ciência da Justiça retém como rerquisito essencial, "todo o homem deve abster-se de fazer sofrer outrém...".


Neste sentido e talvez porque hoje acordei com nostalgia talvez seja justo recordar uma velha amizade, infelizmente já extinta.

A História que aqui reproduzo está registada em documento formal, documeto este assinado por um tal de Major Rocha, aquele que na EPT litigou pelo direito dos militares do QP acederem ao regime jurídico do Estatuto do Trabalhador-Estudante: "...Corria o mês de Dezembro quando a EPT foi torpedeada com a mais horrível e indesejável notícia dos últimos anos: o suicídio do Sargento-Chefe ALBERTO.
A notícia da morte do Alberto, camarada e amigo de longos anos, companheiro de funções quando ambos enquadravam um pelotão de instrução, amigo de fartas horas de lazer e noitadas sem fim comuns a todos os homens de vinte e poucos anos, abalou todos aqueles que o conheciam e estimavam.
Por estes motivos (e por outros inconfesáveis), esteja ele onde estiver sei que nos perdoará por não termos ido, materialmente, ao seu funeral.
(...)
São muitas as razões, que ninguém ainda está capaz de diagnosticar, e que podem conduzir um homema tal extremo.
Mas tratando-se d eum militar de carreira, a poucos anos de passar à situação de reserva, devia içar em todos nós uma espcial, adicional e peculiar preocupação.
salvaguardando a confidencialidade e o dever de reserva adjacente a este cruel acontecimento, o Recorrente acha contudo ter o dever e o direito de estender um pouco mais a reflexão sobre a infelicidade que, conjunturalmente, recaiu sobre um grande amigo pessoal e camarada.
Poucos dias antes desta imprevisível notícia tivemos ambos, na companhia dum terceiro amigo comum, uma longa conversa onde debatemos coisas do passado, do futuro e, especialmente, do presente.
deu para ver e notar que o Alberto tinha o moral a zero, estava psicologicamente arrasado e emocionalmente perturbadíssimo.
Tudo fizemos para o moralizar.
Apoiámo-lo em todas as pré-decisões que adivinhava fazer, excepto numa que não prevíamos nem ele deixou escapar.
Mas no final, quando ele se retirou, pairava no ar uma estranha sensação, comum aos dois residentes, interpretamos ambos que o resultado dessa conversa soava a alarme, parecia-se com um pedido de ajuda.
De tal modo ficamos impressionados que decidimos por iniciativa própria fazer algo para tentar ajudar o infeliz amigo.
descortinamos uma solução, quem sabe, talvez pedir ajuda técnica e humana ao Dr. Rui de Sousa, médico-psiquiatra de ambos e Chefe do serviço de Psiquiatria do Hospital Militar do Porto.
Em vão.
Infelizmente o Alberto antecipou-se.

Dado o especial teor da conversa, o circunstancialismo que se lhe seguiu e, especialmente, o que ela representa, ambos (os sobreviventes) considerámo-nos "fiéis depositários" dos derradeiros desabafos e especiais preocupações que, em vida, atormentaram o Alberto e que a sua morte fez expiar..."

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

OLHAR (E APELO) DE CIVIL

De uma vez por todas entendam que chamarem aos maçons socialistas que infestam o SIED (que quer dizer SERVIÇO ESTRATÉGICO DE DEFESA e não DA defesa), de "secreta militar", não dignifica nada os nossos militares, de quem, POR ACASO, nunca se houve falar...

Se calhar, a actividade deles é desenvolvida de forma mais recatada e consciente, uma vez que não estão comprometidos com a maçonaria, perdão, com os socialistas.

O humor, não obstante a gravidade dos dados trazidos a público, desde que atinja OS DEVIDOS de forma respeitosa e sem prejudicar o interesse nacional (ainda mais), até pode ser engraçado.

Já não tem piada nenhuma, quando envolve terceiros de quem nunca se houve falar, porque provavelmente fazem o seu trabalho sem atropelos e com profissionalismo. Não sou militar, nem tenho qualquer interesse no assunto, no entanto, estou farto de estar a pagar para a incompetência desses maçons do governo [real]. Não os ajudem... Entalem os verdadeiros incompetentes, tendo em atenção que nas mãos deles está o poder da ditadura socialista.

Não os ajudem a branquear as suas acções, culpando outros que se calhar até fazem bem o trabalho, E DE QUEM NUNCA SE HOUVE FALAR!
E ainda bem.

Luís Fernandes, 44 anos, profissão: secreta, Lisboa

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

CARNAVAL SEM MAGALHÃES, OU MAGALHÃES SEM CARNAVAL!

Segundo o jornal o Público,

O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", onde apareciam mulheres nuas. "Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres", lamentou o responsável, em declarações à Antena 1.

"Fomos surpreendidos agora cerca da uma hora com um fax do Ministério Público assinado pela senhora delegada do 1º juízo, a qual nos dá um prazo até às 15h30 para retirar o conteúdo do computador Magalhães", explicou o autarca, citado pela mesma fonte. Carlos Miguel acrescentou que "o que existe é uma sátira ao computador Magalhães com um autocolante que se pressupõe que seja o ecrã", pelo que não entende o pedido para o retirarem do Carnaval e entregaram mais tarde ao tribunal judicial.

ESTA TÃO CARICATA COMO ANTI-DEMOCRÁTICA DECISÃO OCORRE FORA DE TEMPO PORQUE SE PENSARMOS BEM NÃO É O MAGALHA~ES QUE VAI AO CARNAVAL, PELO CONTRÁRIO HÁ MUITO QUE O CARNAVAL PERSEGUE O MAGALHÃES.

A título de exemplo reportarei o meu caso pessoal: Tenho um filho de tenra idade que aderiu ao Magalhães (pagando os 50 euros) e que frequenta a escola onde uns alunos já o têm e outros (incluindo ele) ainda não...
Então querem melhor carnaval do que este, como desencadear o processo de aprendizagem em que uns alunos dispõem da ferramenta enquanto outros não a dispõem?
É o mesmo que ensinar dois alunos a escrever, sendo que um deles não tem papel nem lápis.

O Carnaval é a escola, o sistema de ensino, etc.
E o curioso é que ainda há muita gentinha que na "luta dos professores" persiste em ver a coisa do lado errado, isto é contra estes...

Acorda Portugal

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca

PARA QUEM NÃO LEU AQUI REPRODUZO UM PENSAMENTO DE CLARA FERREIRA ALVES - EXPRESSO



Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João
Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos.

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?


E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

PORCOS, FEIOS E COBARDES

A narartiva seguinte é domínio da ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência:

"VIGORA HOJE UM NOVO GÉNERO DE PODER.
UM PODER OBSCURO, NÃO SINDICALIZADO, USADO POR CRIATURAS QUE SE AUTOINTITULAM DE PORTADORES DA VERDADE CIRCUNSTÂNCIAL.
ESTA CASTA DE GENTE, MENTALMENTE DÉBIL E INDÓCIL, JULGA-SE ASSIM INVENCÍVEL E COMO TAL AUTO-AUTORIZAM-SE A PERSEGUIR OS (RAROS CORAJOSOS) QUE SE LHES OPÕEM.
PARA DAR SOLENIDADE AO USO DESSE AUTOOUTORGADO PODER, SERVEM-SE DO PLESBITÉRIO INSTITUCIONAL, ONDE SE ENQUADRAM E SUBMETEM COM CANDIDA SUBSERVIÊNCIA E COM DISCUTÍVEL MORAL INTELECTUAL,DE ONDE BRADAM COM ALTIVEZ SÓ ACESSÍVEL AOS CORAJOSOS ACTOS QUE FAZEM CORAR DE VERGONHA OS ACTIVISTAS DA INQUISIÇÃO MEDIÉVAL.
COBREM-SE DE MEDALHAS, FITAS E OUTROS ORNAMENTOS NÃO DECLARADOS EM RAZÃO ÚNICA DAS HONRAS E DIGNIDADES OU RELEVÃNCIA DE PRÉSTIMOS MAS ANTES OFERTADOS COMO PRÉMIO DUMA LEALDADE ESCLAVAGISTA E DOENTIA.
RODEIAM-SE DE ADULADORES E DE HIPÓCRITAS MAS SABEM QUE NA HORA H O MUNDO GIRA E AVANÇA À CUSTA DO SACRIFÍCIO DOS PERSEGUIDOS, DAQUELES QUE RECUSAM SERVIR DE IMPOSTORES, DAQUELES QUE SE RECUSAM MOVER NO LAMAÇAL DA MENTIRA E, PELO CONTRÁRIO, RECUSAM A LANTEJOULA E AUTOFLAGELAM-SE ATIRANDO-SE PARA A TRINCHEIRA DA CONTESTAÇÃO CONTRA TAL ESTADO DE COISAS.
O CARICATO NISTO TUDO É QUE SE, EM CONJECTURA, FOSSE POSSÍVEL ISOLÁ-LOS, DEIXÁ-LOS SOZINHOS COM A POMPA DA MENTIRA E DA MENDICIDADE HIERARQUICA, POR CERTO E DEPRESSA SE TORNARIAM EM MENDIGOS E VAGABUNDOS DUM SOCIEDADE INEXISTENTE, CUJOS FLUÍDOS DE EXISTÊNCIA SE PERDERIAM NA MEMÓRIA DE CURTO PRAZO.
NA VERDADE, MESMO NESTAS INSTITUIÇÕES DE FINGIMENTO, O PROGRESSO SURGE POR OBRA DOS CONTESTATÁRIOS, DAQUELES QUE SOBRE OS SEUS OMBROS OSTENTAM OS GALÕES E NAS SUAS MÃOS AS ARMAS COM QUE RECUSAM TRAIR A VERDADEIRA LEGITIMIDADE QUE OS CUSTEIA..."

A HISTÓRIA RECENTE É PRENHE DE FACTOS QUE O COMPROVAM, E QUANTO AO REMANESCENTE, FELIZMENTE EM DECRESCENDO, RESTAM OS PORCOS, FEIOS E COBARDES".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DIFICULDADE EM ENCONTRAR EMPREGO EM PORTUGAL

RECEBI DE UM VELHO AMIGO ESTE MAIL E NÃO RESISTI A POSTAR:



Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).

Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.

Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de whisky (produced in Scotland), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A UNIFICAÇÃO DA TRÍPLICE: Uma Verdade de curto prazo?

Cada vez mais é normal e natural, especialmente no terreno da blogosfera: o ultimo reduto democrático que vigora em Portugal, falar, comentar e opinar sobre o Clube de Bilderberg.

E tal/tão assim é que hoje a análise estrutura-se na seguinte tríplice:
1. A Existência duma seita secreta que controla o destino do Mundo (Clube de Bilderberg);
2. A Notícia da participação de Cidadãos Portugueses (todos ligados ao poder) nessa seita;
3. A Consciência Colectiva de ambos os factos, em crescendo.

O fusionamento desta tríplice permite sintetizar uma constatação benigna: A CADA DIA QUE PASSA O BILDERBERG É CADA VEZ MAIS DESMASCARADO.

A cada dia que passa aumenta a consciência dos Portugueses para essa realidade Maligna.

Hoje o assunto não é abordado às escondidas, ou pela calada da noite, Não.

Hoje a curiosidade desperta a naturalidade com que se fala da Coisa.

O Dr. José Maria Martins, que os portugueses conhecem por defender o Carlos Silvino (Bibi) no processo Casa Pia, já falou expressamente sobre a Coisa.

O Dr. José Pacheco Pereira, de forma subtil e implícita, também já a rodeou quando recentemente instigou os Jornalistas a questionarem o Primeiro Ministro sobre as "Forças Ocultas" que contra ele andam a conspirar.
Quem sabe, querendo assim evocar o provérbio popular "quem cospe para o ar sujeita-se a...".
Ou seja, como pode ele (PM) esgrimir o pressuposto conspirativo quando se sabe que ele prórpio participou conspirativamente numa reunião do Bilderberg. EMBORA DISSO NUNCA TENHA FALADO EM PÚBLICO, OU SEQUER SIDO QUESTIONADO!

Agora surge o Dr Henrique Neto, em missiva aberta, anunciar/denunciar que em Portugal vigora uma regra: o Medo. Diz claramente que a sociedade portuguesa rege-se pelo seguidismo, pela necessidade e pelo Medo.

No passado, postei sobre esta constatação ora assumida pelo cidadão Neto.

No futuro, quem sabe ´"já se fala no chip!", eis a forma de controlar os "escravos" e os "marginais"...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A ESCRAVIDÃO INTELECTUAL - um post dedicado a uma pessoa em concreto (ela sabe a quem me refiro)

Génesis: “O Homem conhecerá a verdade e a verdade o libertará…”


Os materiais dos quais se pode fazer uma filosofia pessoal de vida derivam tanto da experiência interna quanto da experiência do indivíduo com o ambiente.

A primeira é inata, enquanto a segunda provém, entre outras, do status social, das condições económicas, das oportunidades educacionais, das inclinações morais, das influências institucionais e dos ensinamentos religiosos.

Todos estes factores exógenos são relevantes, porém há dois que devem ser tidos como “factores sobredeterminantes”.

Refiro-me ao “temperamento inerente” e a “inclinação intelectual”.

Ambos indispensáveis para a construção duma realidade castrense, uma filosofia em que um e todos se constrangem na teia hierárquica de relacionamentos e emoções.

É sabido que tudo tem influência na evolução dos padrões pessoais de vida e, definindo a vida como vivência militar, esta pode ser cindida em dois planos: O plano “Material”, isto é a que vivemos literalmente enquanto estamos no ACTIVO e o plano “Moroncial” a que residualmente permanece na memória dos semelhantes e que decorre com a nossa passagem à RESERVA.

Ambos os planos preenchem a nossa filosofia ideacional, mas deve ter-se por certo que esta filosofia só melhorará com a assumpção da condição sem reservas mentais, o aspergir de ideias próprias, ideias estas que somado à vivência experiencial fazem o contraste e a distinção entre o que realmente somos, a nossa identidade única e intransmissível, ao mesmo tempo que nos permite combater a tendência de imitar os semelhantes.

Como ninguém pode ser por nós aquilo que somos, o caminho para a libertação (independência) passa por adquirir e assumir a convicção sublime e profunda que, de dentro da nossa alma, de um modo irresistível, algo nos diz que será errado não acreditar na Verdade por detrás da Aparência Formal – ou dito por outras palavras por detrás do Jogo de Fingimentos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

MP: Ministério Público ou Ministério de Privilegiados?

Ninguém, ainda que eticamente desmoralizado, está capaz de compreender e aceitar a conduta míope e interesseira do dito MP, designadamente quando "em jogo" estão condutas ilegais imputadas a figuras VIP.

Não estendo muito esta análise até porque todos a "sentem" na pele, limito-me a constatar a miopia do seguinte modo: SE UM GENERAL, ABUSANDO DO PODER, IMPUTA SEM MOTIVOS CONDUTA CRIMINOSA A UM MAJOR (QUE À LUZ DO CP É DESIGNADO POR DENUNCIA CALUNIOSA), O MP ACEITA A ACUSAÇÃO E LOGO TRATA DE TRANSFORMAR O MAJOR EM ARGUIDO, ABRIR O INQUÉRITO AINDA QUE NO FINAL SEJA "OBRIGADO" A ARQUIVÁ-LO... Na inversa, isto é SE UM MAJOR IMPUTA A UM GENERAL CONDUTA CRIMINOSA (FAZENDO ACOMPANHAR A DENUNCIA COM FACTOS E DOCUMENTOS), AQUI O MP LOGO TRATA DE ARQUIVAR LIMINARMENTE O INQUÉRITO...

Tratamento desigual conforme a qualidade do Cidadão.
Provando que - embora a CRP o reprima - na prática há cidadão de primeira e cidadão de segunda.

Sugere-se ao Excelentíssimo Presidente da República, o garante dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos que accione os mecanismos para alterar a designação de M.P., passando este a designar-se em conformidade com a sua conduta e prática corrente: MINISTÉRIO DOS PRIVILEGIADOS.

Estou disponível para comprovar esta confirmação: qualquer que seja a sede...