RECEBI ESTE MAIL E DADA A SUA IMPORTÃNCIA NA CONJECTURA ACTUAL NÃO RESISTI A PUBLICÁ-LO.
FORÇA PROFESSORES, ATÉ Á VITÓRIA...
O que o Ministério sabe mas esconde cobardemente, de forma a virar os
portugueses menos esclarecidos contra os que trabalham dia a dia para
dar um futuro melhor aos filhos dos outros.
'Os PROFESSORES em Portugal não são assim tão maus...' Consulte a
última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE, em
http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf.
Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os
professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no
estrangeiro não é assim.
É apresentado, no estudo, o tempo de permanência na escola, onde os
professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos
de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos,
espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses,
dinamarqueses, luxamburgueses, checos, islandeses e noruegueses!
No mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os
professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a
salários!
Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação
em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que
estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.
E isto, o M.E. não manda publicar... Não tem problema. Já estamos
habituados a fazer todos os serviços.
Nós divulgamos aqui e passamos ao maior número de pessoas possível,
para que se divulgue e publique a verdade.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
GOLPES E CONTRA-GOLPES: FLASH DE ABRIL...
EIS MAIS UM PEQUENO EXCERTO DO ANTEPROJECTO DE LIVRO "O PERJÚRIO REVOLUCIONÁRIO", CUJO AUTOR É...
"...O golpe das Caldas foi um ardil, uma emboscada concebida para limpar a cabeça do espúrio spinolista, e, irradicar o patriotismo para mais facilmente manobrar o corpo: comprovando a inevitabilidade suscitada e a firme intenção de vencer, fosse qual fosse o preço a pagar.
O desprezado golpe das Caldas comprova e atesta a hora em que a realidade ultrapassa a ficção, o instante em que, como um flash corrosivo e por magia, o movimento se torna num empreendimento de traição.
Ao trair os camaradas isentos e descomprometidos, o intermediário, perverso, provou não olhar a meios para cumprir a sua parte do acordo: eis a mais evidente das provas. Agora, o golpe de estado e consequente revolução, que nas próximas páginas descreveremos pormenorizadamente, tem irreversivelmente o carácter duma ignomínia irresistível e irreversível.
O putsch, irreversível, reveste-se agora de contornos infinitamente distanciados daqueles que estiveram na origem do descontentamento e tornaram possível a mecanização orgânica e a solidariedade, sobre os quais a adesão se materializou. A benignidade original, corroída por “estes” fins inconfessáveis, tornou a doença cancerígena e transformou a prole contestatária numa quadrilha revolucionária.
Talvez por isso se torne agora inteligível a atitude que, na altura incompreensível e incompreendida à qual a história fecha os olhos, alguns oficiais do movimento tomaram, abandonando-o…
Na verdade oficiais houve que, antes do golpe, ou nos instantes do pós-golpe, abandonaram a revolução e fugiram para Espanha, Itália, Brasil, etc., porquê?
A versão oficial ignora-os. Mas nem nós nem a verdade o fazemos porque, descobrimos agora, fizeram-no por terem despertado, no último instante, para o discernimento. Descobriram, à última da hora, a patranha, e não gostaram de ver o que viram. Desiludidos e enganados , ao tomaram consciência do ardil em que caíram ou iam cair engolido nos acontecimentos, e por se sentirem impotentes para contrariar a ganância ideológica, adoptam a única medida ainda patriótica que podiam optar: desistem. Conscientes do lodo em que iam cair, recuam, optam pela “deserção”, abandonam o movimento e fogem do País por recusarem trair a Pátria. Obviamente que, com isso, perderam a oportunidade de virem a ser titulados de Heróis da Liberdade!
Mas para a História fica o insolente registo onde a separação, o trauma, o arrependimento, a fuga e o exílio surgem como penitência ao crime de Delinquência de Alta Traição, que, apesar de tudo, evitam cometer, fugindo. E deste modo, mais um gesto oficialmente desprezado, salvam a face da vergonha.
Os outros descomprometidos, já muito poucos, por ingenuidade, aventureirismo, excesso de confiança ou deficiente descodificação, teimam em persistir!?
Destes nos ocuparemos de seguida.
Por agora propomos nova pausa, para novo balanço.
Reconhecemos ser tarefa difícil precisar, com rigor e isenção absolutos, a panóplia de acontecimentos que se iriam seguir: uns foram liminarmente improdutivos, outros não passaram de intenções envergonhadas, outros de geração espontânea, outros foram praticadas sob o pânico e por reacção mecânica à consciência ferida, outros ainda permaneceram nas profundezas dum silêncio coagido e outros ainda foram e são fruto apenas da nossa imaginação.
Afigura-se-nos assim e ainda ser pragmaticamente inexequível conseguir um relato categoricamente límpido, por excelente que seja a abstracção esta nunca oferece uma visão completamente igual à da realidade que foi vivida.
Primeiro por isso mesmo, por se tratar duma abstracção, e segundo porque certamente que o estado das circunstâncias de que precederam os acontecimentos não pode ser observado pelos nossos olhos como o foram pelos olhos daqueles que os decidiram e praticaram: existiram porventura circunstâncias menores que influenciaram o resultado e que estão completamente desaparecidas.
Em todo o caso tentaremos confortar a interpretação sob dois pontos de vista distintos, um, porque sendo difícil colocarmo-nos no exacto ponto de vista das pessoas que agiram, ou seja, coligir tudo o que elas sabiam, todos os motivos que as levavam a agir, então temos de excluir e deixar de fora do nosso raciocínio tudo o que essas pessoas não sabiam ou não poderiam saber: as consequências; o outro, porque quando agora descobrimos que alguns praticaram esses actos sob a égide duma orientação mascarada, oculta e inconfessável, escondendo dos restantes intenções e objectivos, enganando as opções, procedimentos e a solidariedade, neste caso, já não os podemos excluir ou alijar da responsabilidade pelas consequências.
A análise e fundamentalmente a conclusão, seja a curricular ou a perjurenta, ou até mesmo a histórica, em lista de espera, qualquer delas conterá uma nebulosa de dúvidas e de incertezas. Mas uma certeza é constante nelas todas: se de qualquer delas decanterarmos os aspectos inocentes e puramente aleatórios, então detectaremos, com limpidez, dois tipos diferenciados de empenhamento: os que se moviam por fora do acordo de Paris (outsiders), cuja acusação não deverá ir além da negligência; e os que se moviam à luz desse acordo, cuja acusação variará entre a cobardia e a traição.
Apesar da incoerência e da ingestão revolucionária e do silêncio oficial tudo isto revela-se magicamente líquido, coerente e verosímil que o próprio general Spínola que com o subversivo e inspirador Portugal e o Futuro dera um contributo moral e material ao movimento e um impulso decisivo ao golpe de estado, e que até havia colaborado na feitura do próprio programa revolucionário, se viu forçado, após o golpe – este golpe -, depois de tomar consciência da conjura, a tomar algumas atitudes que ao de leve a história regista, das quais se destaca a acusação sustentada em vários livros redigidos com o propósito de esclarecer “dúvidas”, desfazer “equívocos” e formular “acusações, desvios, cobardias e traições”..."
"...O golpe das Caldas foi um ardil, uma emboscada concebida para limpar a cabeça do espúrio spinolista, e, irradicar o patriotismo para mais facilmente manobrar o corpo: comprovando a inevitabilidade suscitada e a firme intenção de vencer, fosse qual fosse o preço a pagar.
O desprezado golpe das Caldas comprova e atesta a hora em que a realidade ultrapassa a ficção, o instante em que, como um flash corrosivo e por magia, o movimento se torna num empreendimento de traição.
Ao trair os camaradas isentos e descomprometidos, o intermediário, perverso, provou não olhar a meios para cumprir a sua parte do acordo: eis a mais evidente das provas. Agora, o golpe de estado e consequente revolução, que nas próximas páginas descreveremos pormenorizadamente, tem irreversivelmente o carácter duma ignomínia irresistível e irreversível.
O putsch, irreversível, reveste-se agora de contornos infinitamente distanciados daqueles que estiveram na origem do descontentamento e tornaram possível a mecanização orgânica e a solidariedade, sobre os quais a adesão se materializou. A benignidade original, corroída por “estes” fins inconfessáveis, tornou a doença cancerígena e transformou a prole contestatária numa quadrilha revolucionária.
Talvez por isso se torne agora inteligível a atitude que, na altura incompreensível e incompreendida à qual a história fecha os olhos, alguns oficiais do movimento tomaram, abandonando-o…
Na verdade oficiais houve que, antes do golpe, ou nos instantes do pós-golpe, abandonaram a revolução e fugiram para Espanha, Itália, Brasil, etc., porquê?
A versão oficial ignora-os. Mas nem nós nem a verdade o fazemos porque, descobrimos agora, fizeram-no por terem despertado, no último instante, para o discernimento. Descobriram, à última da hora, a patranha, e não gostaram de ver o que viram. Desiludidos e enganados , ao tomaram consciência do ardil em que caíram ou iam cair engolido nos acontecimentos, e por se sentirem impotentes para contrariar a ganância ideológica, adoptam a única medida ainda patriótica que podiam optar: desistem. Conscientes do lodo em que iam cair, recuam, optam pela “deserção”, abandonam o movimento e fogem do País por recusarem trair a Pátria. Obviamente que, com isso, perderam a oportunidade de virem a ser titulados de Heróis da Liberdade!
Mas para a História fica o insolente registo onde a separação, o trauma, o arrependimento, a fuga e o exílio surgem como penitência ao crime de Delinquência de Alta Traição, que, apesar de tudo, evitam cometer, fugindo. E deste modo, mais um gesto oficialmente desprezado, salvam a face da vergonha.
Os outros descomprometidos, já muito poucos, por ingenuidade, aventureirismo, excesso de confiança ou deficiente descodificação, teimam em persistir!?
Destes nos ocuparemos de seguida.
Por agora propomos nova pausa, para novo balanço.
Reconhecemos ser tarefa difícil precisar, com rigor e isenção absolutos, a panóplia de acontecimentos que se iriam seguir: uns foram liminarmente improdutivos, outros não passaram de intenções envergonhadas, outros de geração espontânea, outros foram praticadas sob o pânico e por reacção mecânica à consciência ferida, outros ainda permaneceram nas profundezas dum silêncio coagido e outros ainda foram e são fruto apenas da nossa imaginação.
Afigura-se-nos assim e ainda ser pragmaticamente inexequível conseguir um relato categoricamente límpido, por excelente que seja a abstracção esta nunca oferece uma visão completamente igual à da realidade que foi vivida.
Primeiro por isso mesmo, por se tratar duma abstracção, e segundo porque certamente que o estado das circunstâncias de que precederam os acontecimentos não pode ser observado pelos nossos olhos como o foram pelos olhos daqueles que os decidiram e praticaram: existiram porventura circunstâncias menores que influenciaram o resultado e que estão completamente desaparecidas.
Em todo o caso tentaremos confortar a interpretação sob dois pontos de vista distintos, um, porque sendo difícil colocarmo-nos no exacto ponto de vista das pessoas que agiram, ou seja, coligir tudo o que elas sabiam, todos os motivos que as levavam a agir, então temos de excluir e deixar de fora do nosso raciocínio tudo o que essas pessoas não sabiam ou não poderiam saber: as consequências; o outro, porque quando agora descobrimos que alguns praticaram esses actos sob a égide duma orientação mascarada, oculta e inconfessável, escondendo dos restantes intenções e objectivos, enganando as opções, procedimentos e a solidariedade, neste caso, já não os podemos excluir ou alijar da responsabilidade pelas consequências.
A análise e fundamentalmente a conclusão, seja a curricular ou a perjurenta, ou até mesmo a histórica, em lista de espera, qualquer delas conterá uma nebulosa de dúvidas e de incertezas. Mas uma certeza é constante nelas todas: se de qualquer delas decanterarmos os aspectos inocentes e puramente aleatórios, então detectaremos, com limpidez, dois tipos diferenciados de empenhamento: os que se moviam por fora do acordo de Paris (outsiders), cuja acusação não deverá ir além da negligência; e os que se moviam à luz desse acordo, cuja acusação variará entre a cobardia e a traição.
Apesar da incoerência e da ingestão revolucionária e do silêncio oficial tudo isto revela-se magicamente líquido, coerente e verosímil que o próprio general Spínola que com o subversivo e inspirador Portugal e o Futuro dera um contributo moral e material ao movimento e um impulso decisivo ao golpe de estado, e que até havia colaborado na feitura do próprio programa revolucionário, se viu forçado, após o golpe – este golpe -, depois de tomar consciência da conjura, a tomar algumas atitudes que ao de leve a história regista, das quais se destaca a acusação sustentada em vários livros redigidos com o propósito de esclarecer “dúvidas”, desfazer “equívocos” e formular “acusações, desvios, cobardias e traições”..."
25 DE NOVEMBRO DE 1975: O OPRÓBIO QUE FALTA RETRATAR?
O TRECHO QUE SE SEGUE FOI RETIRADO DO PROJECTO DE LIVRO INTITULADO "PERJÚRIO REVOLUCIONÁRIO", da autoria de ...
"...A mobilização dos dissidentes, dos isentos, dos não-socialistas e descontentes, enfim a maioria dos patriotas que não hesitaram em pegar em armas, levou-os uma vez mais a sair à rua, a expor a vida, a proferir o grito de revolta para derrotar o inimigo que haveria já feito estragos a mais.
A história regista a acção do Regimento de Comandos e do seu mítico Comandante Neves que, no contexto duma ampla manobra militar, atribuiu ao Major Ramalho Eanes a missão de “destruir Siacid Mfa”, ordenando-lhe que marchasse com os seus homens para o forte de Alto Duque (Comando do COPCON).
Eis o 25 de Novembro de 1975, o dia da Derrota de Siacid Mfa.
E também o dia do funeral da arbitrariedade, da violência e da negligência estruturada no exílio. E, também, o genuíno “dia da liberdade” (contrariando a alcunha dada, pela versão oficial, ao dia 25 de Abril) porque,
E assim, in extremis, o general ou a História, (vá-se lá saber quem ao certo) encerra – em definitivo - a arrastada disputa que o Mfa vinha travando no seu seio por intermédio de três “actores”: Siacid Mfa, Serod Mfa e Siareb Mfa.
Tarde, muito tarde, quando faltava (apenas) um dos objectivos para conquistar Siacid Mfa capitula, semi-satisfeito vê-se forçado a abandonar o pedestal da quimera, a sua derrota, e a acção do vencedor, confere-nos também uma lição operacional: porque com isso deixou de fazer sentido a sobrevivência do MDLP, missão cumprida dissolve-se a estrutura dando assim e gratuitamente uma irónica lição ao Mfa que como salientamos deveria ter tido – e não teve, por motivos já revelados - um comportamento semelhante na alvorada de Abril…!
Os factos são estes, a interpretação fica para a posteridade.
Derrotado e destronado Siacid Mfa abdica, deixa a luz do dia e recolhe-se, regressando ao conforto da clandestinidade. Mas a sua passagem pela semi-legalidade havia deixado um longo rasto de miséria e desordem. A sementeira de desordem e de anarquia, de caos e de medo habilmente introduzida no caldo social e no processo de relacionamento acabou por produzir o fruto hoje vivido e sentido, uma sociedade insensível, sem valores, desobediente, mal-educada, incumpridora, desregrada, intriguista, pimba e potencialmente laica.
Com ele ao leme, uma prole de vilãos resolve abandonar o brilhante e heróico passado, despejando-o, com desprezo, na berma do heroísmo. E fizeram-no mascarados de heróis para esconder a sua dupla natureza. E fizeram-no sem remorso, sem honra nem probidade, utilizando a arma da ideologia e a logística de cobardia.
O 25 de Novembro significa, em definitivo, a queda de Siacid Mfa e faz a correcção ontológica do Equívoco oficialmente designado por “25 de Abril”. Uma correcção que, apesar da recusa da socialista versão oficial, a verdadeira e isenta História de Portugal apresta-se a registar e a agradecer.
Após a queda e o desaparecimento de cena de Siacid Mfa, os seus cúmplices de Paris arrogam-se portadores da legitimidade e do poder proclamado, após a derrota parcial Siacid Mfa e o seu bando fogem da rua, abandonam a ribalta e recolhem-se cabisbaixos ao condomínio do poder onde, segundo consta, por lá permanecem ainda hoje..."
"...A mobilização dos dissidentes, dos isentos, dos não-socialistas e descontentes, enfim a maioria dos patriotas que não hesitaram em pegar em armas, levou-os uma vez mais a sair à rua, a expor a vida, a proferir o grito de revolta para derrotar o inimigo que haveria já feito estragos a mais.
A história regista a acção do Regimento de Comandos e do seu mítico Comandante Neves que, no contexto duma ampla manobra militar, atribuiu ao Major Ramalho Eanes a missão de “destruir Siacid Mfa”, ordenando-lhe que marchasse com os seus homens para o forte de Alto Duque (Comando do COPCON).
Eis o 25 de Novembro de 1975, o dia da Derrota de Siacid Mfa.
E também o dia do funeral da arbitrariedade, da violência e da negligência estruturada no exílio. E, também, o genuíno “dia da liberdade” (contrariando a alcunha dada, pela versão oficial, ao dia 25 de Abril) porque,
E assim, in extremis, o general ou a História, (vá-se lá saber quem ao certo) encerra – em definitivo - a arrastada disputa que o Mfa vinha travando no seu seio por intermédio de três “actores”: Siacid Mfa, Serod Mfa e Siareb Mfa.
Tarde, muito tarde, quando faltava (apenas) um dos objectivos para conquistar Siacid Mfa capitula, semi-satisfeito vê-se forçado a abandonar o pedestal da quimera, a sua derrota, e a acção do vencedor, confere-nos também uma lição operacional: porque com isso deixou de fazer sentido a sobrevivência do MDLP, missão cumprida dissolve-se a estrutura dando assim e gratuitamente uma irónica lição ao Mfa que como salientamos deveria ter tido – e não teve, por motivos já revelados - um comportamento semelhante na alvorada de Abril…!
Os factos são estes, a interpretação fica para a posteridade.
Derrotado e destronado Siacid Mfa abdica, deixa a luz do dia e recolhe-se, regressando ao conforto da clandestinidade. Mas a sua passagem pela semi-legalidade havia deixado um longo rasto de miséria e desordem. A sementeira de desordem e de anarquia, de caos e de medo habilmente introduzida no caldo social e no processo de relacionamento acabou por produzir o fruto hoje vivido e sentido, uma sociedade insensível, sem valores, desobediente, mal-educada, incumpridora, desregrada, intriguista, pimba e potencialmente laica.
Com ele ao leme, uma prole de vilãos resolve abandonar o brilhante e heróico passado, despejando-o, com desprezo, na berma do heroísmo. E fizeram-no mascarados de heróis para esconder a sua dupla natureza. E fizeram-no sem remorso, sem honra nem probidade, utilizando a arma da ideologia e a logística de cobardia.
O 25 de Novembro significa, em definitivo, a queda de Siacid Mfa e faz a correcção ontológica do Equívoco oficialmente designado por “25 de Abril”. Uma correcção que, apesar da recusa da socialista versão oficial, a verdadeira e isenta História de Portugal apresta-se a registar e a agradecer.
Após a queda e o desaparecimento de cena de Siacid Mfa, os seus cúmplices de Paris arrogam-se portadores da legitimidade e do poder proclamado, após a derrota parcial Siacid Mfa e o seu bando fogem da rua, abandonam a ribalta e recolhem-se cabisbaixos ao condomínio do poder onde, segundo consta, por lá permanecem ainda hoje..."
terça-feira, 25 de novembro de 2008
O DURO RECADO DE SÓCRATES AOS MILITARES
20:20 | Segunda-feira, 17 de Nov de 2008
COMENTÁRIO
Na sua primeira intervenção depois do início da agitação militar, José Sócrates foi como de costume: directo e brutal.
Foi um exercício hábil de poder: o primeiro-ministro passou hoje a mão pelo pêlo dos militares, mas não cedeu um milímetro à contestação.
Na sua primeira intervenção depois do início da agitação militar, José Sócrates foi como de costume: directo e brutal. "Este é um tempo de mudanças e de grandes exigências", repetiu várias vezes, mas "sem lugar à complacência e muito menos à cedência ao imobilismo e conservadorismo instalados".
Não pareceu que o primeiro-ministro, que falava, num gesto inédito, na cerimónia inaugural do ano lectivo no Instituto dos Estudos Superiores Militares (IESM) estivesse a referir-se ao descontentamento que os militares trouxeram para a rua, em manifestações e advertências à situação.
Foi, antes, um recado mais fino e de maior alcance em relação à subtil contestação superior aos propósitos da própria reforma em curso das Forças Armadas e que contempla todo o seu edifício.
E quais são eles, os grandes "eixos" da reforma, como ele próprio disse?
Modernização - nas concepções, no planeamento, na visão de futuro, nos equipamentos em pé de igualdade nos três ramos;
Qualificação - menos efectivos e mais qualificados;
Reestruturação e reforma - prioridade ao novo modelo das FA, que prevê o reforço da direcção política e estratégica do Ministério da Defesa, o fortalecimento da capacidade de resposta operacional e a racionalização das estruturas.
E para que não houvesse margem de erro na interpretação, sublinhou: "esta é uma verdadeira reforma do Estado que deve assentar num consenso político alargado", mas que "este Governo assume integralmente no plano do impulso, iniciativa e definição estratégica".
E foi só depois de o deixar bem destacado é que o primeiro-ministro referiu que conta agora com as FA na implantação da reforma - atento, sem dúvida, "às suas legítimas expectativas e reconhecendo a especificidade da sua função".
Mencionando, embora, que estava consciente que o muito que se pede aos militares também se pede aos restantes portugueses.
Dúvidas? Não ficou nenhuma.
Os três chefes dos ramos, que estavam instalados na primeira fila do grande auditório do Instituto, devem ter percebido o recado. E de lá saído passados.
O problema é que se os projectos são polémicos e não são assumidos por todos, em geral, dão bota. É como na Educação.
E o que se sabe desta reforma é que os chefes a têm contestado, nos seus termos e lugar próprio.
E quando se tira o tapete aos chefes...
Pois é, bem visto, é pena que tenha de ser uma jornalista a ver e a dizê-lo…
No dia em que o PM, em casa alheia e como convidado, decidiu INSULTAR os militares, e se ESTES tivesse coluna dorsal ERECTA tinham todos (sem excepção) abandonado a sala e deixado o PM a falar sozinho, para os seus botões…
A verdade é conclusiva e conjuntiva, depois daquelas palavras fica a certeza que os Chefes estão “solidários” com a reforma governativa e simultaneamente estão-se burrifando para o dever de tutela para com os subordinados que neles CONFIAM (será que confiam?)…
COMENTÁRIO
Na sua primeira intervenção depois do início da agitação militar, José Sócrates foi como de costume: directo e brutal.
Foi um exercício hábil de poder: o primeiro-ministro passou hoje a mão pelo pêlo dos militares, mas não cedeu um milímetro à contestação.
Na sua primeira intervenção depois do início da agitação militar, José Sócrates foi como de costume: directo e brutal. "Este é um tempo de mudanças e de grandes exigências", repetiu várias vezes, mas "sem lugar à complacência e muito menos à cedência ao imobilismo e conservadorismo instalados".
Não pareceu que o primeiro-ministro, que falava, num gesto inédito, na cerimónia inaugural do ano lectivo no Instituto dos Estudos Superiores Militares (IESM) estivesse a referir-se ao descontentamento que os militares trouxeram para a rua, em manifestações e advertências à situação.
Foi, antes, um recado mais fino e de maior alcance em relação à subtil contestação superior aos propósitos da própria reforma em curso das Forças Armadas e que contempla todo o seu edifício.
E quais são eles, os grandes "eixos" da reforma, como ele próprio disse?
Modernização - nas concepções, no planeamento, na visão de futuro, nos equipamentos em pé de igualdade nos três ramos;
Qualificação - menos efectivos e mais qualificados;
Reestruturação e reforma - prioridade ao novo modelo das FA, que prevê o reforço da direcção política e estratégica do Ministério da Defesa, o fortalecimento da capacidade de resposta operacional e a racionalização das estruturas.
E para que não houvesse margem de erro na interpretação, sublinhou: "esta é uma verdadeira reforma do Estado que deve assentar num consenso político alargado", mas que "este Governo assume integralmente no plano do impulso, iniciativa e definição estratégica".
E foi só depois de o deixar bem destacado é que o primeiro-ministro referiu que conta agora com as FA na implantação da reforma - atento, sem dúvida, "às suas legítimas expectativas e reconhecendo a especificidade da sua função".
Mencionando, embora, que estava consciente que o muito que se pede aos militares também se pede aos restantes portugueses.
Dúvidas? Não ficou nenhuma.
Os três chefes dos ramos, que estavam instalados na primeira fila do grande auditório do Instituto, devem ter percebido o recado. E de lá saído passados.
O problema é que se os projectos são polémicos e não são assumidos por todos, em geral, dão bota. É como na Educação.
E o que se sabe desta reforma é que os chefes a têm contestado, nos seus termos e lugar próprio.
E quando se tira o tapete aos chefes...
Pois é, bem visto, é pena que tenha de ser uma jornalista a ver e a dizê-lo…
No dia em que o PM, em casa alheia e como convidado, decidiu INSULTAR os militares, e se ESTES tivesse coluna dorsal ERECTA tinham todos (sem excepção) abandonado a sala e deixado o PM a falar sozinho, para os seus botões…
A verdade é conclusiva e conjuntiva, depois daquelas palavras fica a certeza que os Chefes estão “solidários” com a reforma governativa e simultaneamente estão-se burrifando para o dever de tutela para com os subordinados que neles CONFIAM (será que confiam?)…
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
MAIS UMA CAVACADA...!
O solestício noticioso de hoje atigiu o Presidente da República (PdR).
As notícias indiciavam "ligações" do PdR ao BPN, ligações estas que o prórpio em comunicado confirmou, dizendo que esse banco era um dos gestores das suas contas pessoais...
Tudo normalíssimo.
Porém, desabridamente, e com cara de zangado, vemos o PR incomodado com o seu Bom Nome, não dando veleidades a que insinuações ou suspeitas o possam beliscar.
Ao que julgo saber trata-se de um comunicado redundante, desnecessário e confuso pois o Bom Nome é um direito constitucional extensivo a TODOS os portugueses e por maioria de razão também ao PdR, como português que é.
O que não é normal é a sua febre de evocar que tem o direito ao bom nome.
Que se saiba, e até prova em contrário, é-lhe garantido esse direito, sem necessitar de o evocar.
Pergunta:
Então para quê tanto alarido?
Será que o próprio PdR tem dúvidas sobre a Constituição?
Aguardemos pelos próximos capítulos...
As notícias indiciavam "ligações" do PdR ao BPN, ligações estas que o prórpio em comunicado confirmou, dizendo que esse banco era um dos gestores das suas contas pessoais...
Tudo normalíssimo.
Porém, desabridamente, e com cara de zangado, vemos o PR incomodado com o seu Bom Nome, não dando veleidades a que insinuações ou suspeitas o possam beliscar.
Ao que julgo saber trata-se de um comunicado redundante, desnecessário e confuso pois o Bom Nome é um direito constitucional extensivo a TODOS os portugueses e por maioria de razão também ao PdR, como português que é.
O que não é normal é a sua febre de evocar que tem o direito ao bom nome.
Que se saiba, e até prova em contrário, é-lhe garantido esse direito, sem necessitar de o evocar.
Pergunta:
Então para quê tanto alarido?
Será que o próprio PdR tem dúvidas sobre a Constituição?
Aguardemos pelos próximos capítulos...
NÃO HÁ DESCONTENTAMENTO NA CASERNA
Diz Sua Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional que os militares estão em PAZ. Que a luta do alcatrão não passa de arruaceiros sem escrúpulos controlados por forças políticas.
Talvez...
E para ilustrar que o MDN até deve ter razão no discurso que aplica, deixo aqui a evolução comparativa de quatro carreiras da Administração Pública: MAJOR, PROFESSOR AUXILIAR, ASSISTENTE E JUÍZ DE DIREITO.
Em 1979, ano a que o estudo se reporta, só o Juíz percebia maior vencimento que o Major, hoje, em 2008, a situação é....
É claro que a Hierarquia Militar tem assistido - lutando tenazmente - a esta degradação da carreira e do estatuto militar e portanto não deve ser culpabilizada pela situação a que se chegou. Pelo contrário, não fosse a atitude tida por estas ínclitas figuras e por certo o vencimento do Major já teria sido ultrapassado pelo referencial do Ordenado Mínimo Nacional.
À consideração:
Major Prof. Aux. Assistente Juiz Direito
C/3anos
103,25 € 95,27 € 95,27 € 105,75 €
139,66 € 147,64 € 111,73 € 136,17 €
161,11 € 171,09 € 153,63 € 156,62 €
178,57 € 189,04 € 170,09 € 174,08 €
209,00 € 221,47 € 199,02 € 242,42 €
242,42 € 257,38 € 230,94 € 281,82 €
294,79 € 311,75 € 279,83 € 362,13 €
343,17 € 363,12 € 325,72 € 421,98 €
383,08 € 405,02 € 363,62 € 470,87 €
518,75 € 572,62 € 507,53 € 593,57 €
712,28 € 747,70 € 653,92 € 1.190,13 €
1.034,51 € 1.336,28 € 1.122,30 € 1.333,29 €
1.175,67 € 1.517,34 € 1.273,93 € 1.786,20 €
1.328,30 € 1.639,05 € 1.513,85 € 2.207,68 €
1.394,64 € 1.720,85 € 1.589,17 € 2.317,91 €
1.436,04 € 1.772,23 € 1.637,05 € 2.387,25 €
1.508,36 € 1.861,51 € 1.719,36 € 2.507,46 €
1.572,71 € 2.071,51 € 1.792,18 € 2.613,70 €
1.620,10 € 2.133,36 € 1.846,05 € 2.692,51 €
1.664,49 € 2.347,84 € 1.896,93 € 2.766,33 €
1.739,31 € 2.481,52 € 2.042,58 € 2.849,13 €
1.886,45 € 2.707,97 € 2.148,32 € 2.920,46 €
1.956,29 € 2.808,25 € 2.265,48 € 3.028,67 €
2.009,91 € 2.885,47 € 2.327,78 € 3.111,97 €
2.009,91 € 2.885,47 € 2.327,78 € 3.111,97 €
2.009,91 € 2.885,47 € 2.327,78 € 3.111,97 €
2.054,11 € 2.948,95 € 2.379,00 € 3.180,42 €
2.084,92 € 2.993,18 € 2.414,69 € 3.228,13 €
2.116,20 € 3.038,08 € 2.450,91 € 3.276,55 €
2.160,64 € 3.101,88 € 2.502,37 € 3.345,36 €
Talvez...
E para ilustrar que o MDN até deve ter razão no discurso que aplica, deixo aqui a evolução comparativa de quatro carreiras da Administração Pública: MAJOR, PROFESSOR AUXILIAR, ASSISTENTE E JUÍZ DE DIREITO.
Em 1979, ano a que o estudo se reporta, só o Juíz percebia maior vencimento que o Major, hoje, em 2008, a situação é....
É claro que a Hierarquia Militar tem assistido - lutando tenazmente - a esta degradação da carreira e do estatuto militar e portanto não deve ser culpabilizada pela situação a que se chegou. Pelo contrário, não fosse a atitude tida por estas ínclitas figuras e por certo o vencimento do Major já teria sido ultrapassado pelo referencial do Ordenado Mínimo Nacional.
À consideração:
Major Prof. Aux. Assistente Juiz Direito
C/3anos
103,25 € 95,27 € 95,27 € 105,75 €
139,66 € 147,64 € 111,73 € 136,17 €
161,11 € 171,09 € 153,63 € 156,62 €
178,57 € 189,04 € 170,09 € 174,08 €
209,00 € 221,47 € 199,02 € 242,42 €
242,42 € 257,38 € 230,94 € 281,82 €
294,79 € 311,75 € 279,83 € 362,13 €
343,17 € 363,12 € 325,72 € 421,98 €
383,08 € 405,02 € 363,62 € 470,87 €
518,75 € 572,62 € 507,53 € 593,57 €
712,28 € 747,70 € 653,92 € 1.190,13 €
1.034,51 € 1.336,28 € 1.122,30 € 1.333,29 €
1.175,67 € 1.517,34 € 1.273,93 € 1.786,20 €
1.328,30 € 1.639,05 € 1.513,85 € 2.207,68 €
1.394,64 € 1.720,85 € 1.589,17 € 2.317,91 €
1.436,04 € 1.772,23 € 1.637,05 € 2.387,25 €
1.508,36 € 1.861,51 € 1.719,36 € 2.507,46 €
1.572,71 € 2.071,51 € 1.792,18 € 2.613,70 €
1.620,10 € 2.133,36 € 1.846,05 € 2.692,51 €
1.664,49 € 2.347,84 € 1.896,93 € 2.766,33 €
1.739,31 € 2.481,52 € 2.042,58 € 2.849,13 €
1.886,45 € 2.707,97 € 2.148,32 € 2.920,46 €
1.956,29 € 2.808,25 € 2.265,48 € 3.028,67 €
2.009,91 € 2.885,47 € 2.327,78 € 3.111,97 €
2.009,91 € 2.885,47 € 2.327,78 € 3.111,97 €
2.009,91 € 2.885,47 € 2.327,78 € 3.111,97 €
2.054,11 € 2.948,95 € 2.379,00 € 3.180,42 €
2.084,92 € 2.993,18 € 2.414,69 € 3.228,13 €
2.116,20 € 3.038,08 € 2.450,91 € 3.276,55 €
2.160,64 € 3.101,88 € 2.502,37 € 3.345,36 €
domingo, 23 de novembro de 2008
A MENTIRA DA MENTIRA
Acerca da ultima polémica içada na horda mercantilista em que este País está transformado, e pessoalmente, devo confessar que não me interessa nada saber qual dos dois fala a verdade, isto referindo-me ao Dr. Loureiro e ao Vice do Banco de Portugal (BdP).
Aliás, e para não correr qualquer risco de presunção ética devo dizer que acredito piamente que ambos passam a vida a MENTIR...
Mas para o caso em concreto, devo dizer que CONSIDERO (por intuição pessoal e leitura da factualidade) que, neste caso, quem mente é o Vice do BdP, e digo porquê? Porque se está a falar verdade - isto é que o Dr Loureiro o procurou com o fito de o seduzir a relaxar a supervisão atenta, cerrada e minuciosa que o BdP estava fazendo ao BPN" - então é pior a EMENDA QUE O SONETO, pois significa imediatamente que se devem RETIRAR duas conclusões:
1. A primeira é que, e afinal ao CONTRÁRIO do que diz o Governador do BdP (que alega nunca ter tido conhecimento de tais gravidades), já nessa altura este estava "em cima" do BPN e como assim MENTIU recentemente aos Deputados da Assembleia da República.
2. A Segunda é esta se, a ser verdade, nessa altura o BdP estava em cima do BPN porque é que deixou arrastar a coisa: por CONIVENCIA, OMISSÃO ou ambas...!
Venha o Diabo e escolha.
Agora digam-me se há ou não AQUI matéria para a PGR investigar.
É que não se trata de uma disfunção de memória de um ou de outro ou de ambos, trata-se afinal da dignidade do País, da ética nacional e do dever que os responsáveis têm de prestar contas COM VERDADE dos seus actos áquele que por lei tem o dever e direito de os escrutinar: o Povo Português.
Bom domingo para a bolgosfera e para os blogueiros.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
EIS A CASCA DE BANANA
Mau grado a circunstância tenho de confessar que a luta dos Professores me tem deixado orgulhoso e com o ego obeso.
Já postei sobre o assunto e adiantei que, neste momento, a luta não é sequer deles, mas sim de todo o Povo que neles e nela se revê.
Então adiantei ainda, esperando olho vivo e atitude de alerta por parte dos professores perante a casca de banana que cedo ou mais tarde lhes iria ser colocada: ei-la.
A Ministra parece querer mudar o Verbo da estratégia, promete alterações para TUDO ficar na mesma...
Senhores Professores, Resistentes e Combatentes duma luta desigual contra o poder instalado, P. F. não se deixem cair na esparrela, continuem a Vossa (NOSSA) luta até à Vitória Final pois nela e dela emergirá o futuro dos Nossos Descendentes.
Já postei sobre o assunto e adiantei que, neste momento, a luta não é sequer deles, mas sim de todo o Povo que neles e nela se revê.
Então adiantei ainda, esperando olho vivo e atitude de alerta por parte dos professores perante a casca de banana que cedo ou mais tarde lhes iria ser colocada: ei-la.
A Ministra parece querer mudar o Verbo da estratégia, promete alterações para TUDO ficar na mesma...
Senhores Professores, Resistentes e Combatentes duma luta desigual contra o poder instalado, P. F. não se deixem cair na esparrela, continuem a Vossa (NOSSA) luta até à Vitória Final pois nela e dela emergirá o futuro dos Nossos Descendentes.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
QUANDO A MISÉRIA É LUXO!
CONCIDADÃOS.
ONTEM, DEI POR MIM - VÁ LÁ SABER-SE PORQUÊ - A VER/OUVIR ALGUMAS NOTÍCIAS DOS TELEJORNAIS.
TENHO DE CONFESSAR QUE É COISA RARA, USUALMENTE, ENQUANTO A ALIENAÇÃO NOTICIOSA DECORRE, ALTERNO COM A TV2 OU PURA E SIMPLESMENTE DESLIGO E PREFIRO OUVIR O RELAYER DOS YES, AFINAL O ALBUM DE MÚSICA QUE CONSIDERO O MELHOR JAMAIS PRODUZIDO...
MAS, VOLTANDO AO ASSUNTO, NÃO CHEGA DIZER QUE FIQUEI ESPANTADO POR OUVIR AS ONDAS HERTEZIANAS NOTICIAREM QUE: "O BANCO DE PORTUGAL (BdP) CONSIDERA O SUBSIDIO DE DESEMPREGO PORTUGUÊS MUITO GENEROSO..."
A NOTÍCIA DEIXOU-ME INDIGNADO E EQUIVOCADO, E POR DUAS ORDENS DE RAZÕES: PRIMEIRAMENTE PORQUE CONSIDERO OFENSIVO QUE SE DIGA QUE É "GENEROSO" UM DESEMPREGADO RECEBER 500 EUROS; E EM SEGUNDO LUGAR PORQUE NÃO COMPREENDO O QUE É QUE O BdP TEM A VER COM ISSO? NÃO DEVIA ANTES ESTAR A FISCALIZAR OS FURTOS E ROUBOS QUE A TODOS OS SEGUNDOS OS BANCOS NOS FAZEM?
DAS DUAS UMA OU NESTE PAÍS JÁ TUDO SE DIZ E FAZ IMPUNEMENTE OU GOSTARIA DE VER O PGR A CHAMAR IMEDIATAMENTE O BILDERBERG DO GOVERNADOR DO BdP PARA PRESTAR DECLARAÇÕES, INCLUINDO QUESTIONANDO-O SE O SEU VENCIMENTO NÃO É, ESTE SIM, UMA VERGONHA E UMA FALTA DE DECORO NUM PAÍS ONDE 20000000 DE COMPATRIOTAS PASSAM FOME?
SENHOR GOVERNADOR DO BdP POR UMA VEZ NA VIDA LHE PEÇO UMA ATITUDE GENEROSA (CORAJOSA) DÊ UMA ALEGRIA AO PAÍS E AOS PORTUGUESES: DEMITA-SE.
ONTEM, DEI POR MIM - VÁ LÁ SABER-SE PORQUÊ - A VER/OUVIR ALGUMAS NOTÍCIAS DOS TELEJORNAIS.
TENHO DE CONFESSAR QUE É COISA RARA, USUALMENTE, ENQUANTO A ALIENAÇÃO NOTICIOSA DECORRE, ALTERNO COM A TV2 OU PURA E SIMPLESMENTE DESLIGO E PREFIRO OUVIR O RELAYER DOS YES, AFINAL O ALBUM DE MÚSICA QUE CONSIDERO O MELHOR JAMAIS PRODUZIDO...
MAS, VOLTANDO AO ASSUNTO, NÃO CHEGA DIZER QUE FIQUEI ESPANTADO POR OUVIR AS ONDAS HERTEZIANAS NOTICIAREM QUE: "O BANCO DE PORTUGAL (BdP) CONSIDERA O SUBSIDIO DE DESEMPREGO PORTUGUÊS MUITO GENEROSO..."
A NOTÍCIA DEIXOU-ME INDIGNADO E EQUIVOCADO, E POR DUAS ORDENS DE RAZÕES: PRIMEIRAMENTE PORQUE CONSIDERO OFENSIVO QUE SE DIGA QUE É "GENEROSO" UM DESEMPREGADO RECEBER 500 EUROS; E EM SEGUNDO LUGAR PORQUE NÃO COMPREENDO O QUE É QUE O BdP TEM A VER COM ISSO? NÃO DEVIA ANTES ESTAR A FISCALIZAR OS FURTOS E ROUBOS QUE A TODOS OS SEGUNDOS OS BANCOS NOS FAZEM?
DAS DUAS UMA OU NESTE PAÍS JÁ TUDO SE DIZ E FAZ IMPUNEMENTE OU GOSTARIA DE VER O PGR A CHAMAR IMEDIATAMENTE O BILDERBERG DO GOVERNADOR DO BdP PARA PRESTAR DECLARAÇÕES, INCLUINDO QUESTIONANDO-O SE O SEU VENCIMENTO NÃO É, ESTE SIM, UMA VERGONHA E UMA FALTA DE DECORO NUM PAÍS ONDE 20000000 DE COMPATRIOTAS PASSAM FOME?
SENHOR GOVERNADOR DO BdP POR UMA VEZ NA VIDA LHE PEÇO UMA ATITUDE GENEROSA (CORAJOSA) DÊ UMA ALEGRIA AO PAÍS E AOS PORTUGUESES: DEMITA-SE.
domingo, 16 de novembro de 2008
OS 3 S DE AGOSTINHO DA SILVA
O nosso (infelizmente já falecido) compatriota A.S., notável filósofo, singular pensador e exímio comunicador, homem de literacia universalista, deixou-nos um legado de Saberes, quer na sua obra escrita, quer na falada, quer mesmo na conduta individual, na forma como se comportava e como espelhava a sua vivência de homem, o seu dia-à-dia de seriedade e humildade impar...
Nem que viva 500 anos jamais esquecerei a justificação que o Mestre deu quando um jornalista lhe perguntou porque não possuía (e recusava possuir) o NUMERO FISCAL...
Assim como jamais esquecerei a sua, aparentemente simplória mas contagiante, tese acerca do bem estar pessoal: a célebre regra dos 3 S.
Dizia ele, enquanto pensava na forma estranha como a natureza tipificamente humana se comportava, que o homem é uma espécie original e diferente de todas as outras pois nasce de BORLA mas tem de pagar para VIVER...
E, para ajudá-lo a libertar-se destas "amarras" e "ratoeiras" que a vida lhe impingiu o Mestre decidiu ofertar-lhe a solução: a tal regra dos 3 S.
O S de Sustento, o S de Sáude e finalmente o S de Saber.
Colocando-os por esta ordem.
A.S. por certo perdoar-me-á a minha ousadia, mas arrisco inverter a sua ordem.
Coloco em primeiro lugar o S de Saber...
Sei que para tal fim é necessário um alto preço: eu daqui dou já a minha inteira disponibilidade.
O sacrifício da Nossa Geraçãoé o preço a pagar.
Somos nós quem temos de CUSTEAR este dogma, mas a verdade é que o futuro de Portugal e dos Portugueses como raça, com carácter humanista e criador, passa pela Re-instauração do SABER, ainda que para tal tenhamos de passar fome e morrer por falta de assistência (em razão da inversão por mim preconizada)...
Tudo porque acredito que sem SABER Portugal não tem FUTURO...
E basta olhar para o presente para se confirmar esta bizarra conlusão: as circunstâncias actuais de FALÊNCIA FINANCEIRA, DE CRISE ECPONÓMICA E DE AUSTERIDADE POLÍTICA devem-se, entre outras causas, à falta de saber, à falta de escrutínio, de litigância cívica, de abstinência pela luta, de resignação, e tudo por efeito duma alienação agressiva dum poder Político Oportunista que, conluiado com o poder económico, aliás hoje em dia uma e outro estão tão misturados que ninguém sabe onde cessa um e começa outro e vice-versa, e sabendo a escassez do saber em análise, consuma a estratégia de Opressão em Massa, penalizando aqueles daqueles que - ingénuamente - lhes dão de BORLA o poder e a capacidade para os oprimir, sem escrutínio, impunemente...
Ninguém nasce ensinado, diz o povo e com razão...
Então toca a ensinar.
A minha fé, pessoal, reside no (MILQLAVP) Movimento Imparável de Luta Que Levará os Professores à Vitória...
Espero que estes, refiro-me aos professores, não DESISTAM e, acima de TUDO estejam atentos e não se deixem escorregar na CASCA DE BANANA que o Poder, na hora da agonia final, lhes irá colocar pela frente...
LUTA E PERSISTÊNCIA é tudo o que peço e suplico aos Professores, e fáço-o não apenas por convicção pessoal, mas acima de tudo por julgar a interpretar o sentimento colectivo de um Povo que sem o manifestar acha que já basta de ser enganado...
Além disso e porque temos o dever de deixar, de legar à geração vindoura uma melhor consciência CRÍTICA, uma melhor ATITUDE (saber ser, estar e fazer) sob pena de estarmos a contribuir para o holocausto da ignorância...
Senhores Professores, nesta altura, a luta já não é vossa apenas, extavazou a corporação e entrou no corpo social que somos, na gente que sentimos ser, e especialmente naquilo que o futuro espera de nós...
Até á vitória final: os portugueses estão convosco, portanto...
Nem que viva 500 anos jamais esquecerei a justificação que o Mestre deu quando um jornalista lhe perguntou porque não possuía (e recusava possuir) o NUMERO FISCAL...
Assim como jamais esquecerei a sua, aparentemente simplória mas contagiante, tese acerca do bem estar pessoal: a célebre regra dos 3 S.
Dizia ele, enquanto pensava na forma estranha como a natureza tipificamente humana se comportava, que o homem é uma espécie original e diferente de todas as outras pois nasce de BORLA mas tem de pagar para VIVER...
E, para ajudá-lo a libertar-se destas "amarras" e "ratoeiras" que a vida lhe impingiu o Mestre decidiu ofertar-lhe a solução: a tal regra dos 3 S.
O S de Sustento, o S de Sáude e finalmente o S de Saber.
Colocando-os por esta ordem.
A.S. por certo perdoar-me-á a minha ousadia, mas arrisco inverter a sua ordem.
Coloco em primeiro lugar o S de Saber...
Sei que para tal fim é necessário um alto preço: eu daqui dou já a minha inteira disponibilidade.
O sacrifício da Nossa Geraçãoé o preço a pagar.
Somos nós quem temos de CUSTEAR este dogma, mas a verdade é que o futuro de Portugal e dos Portugueses como raça, com carácter humanista e criador, passa pela Re-instauração do SABER, ainda que para tal tenhamos de passar fome e morrer por falta de assistência (em razão da inversão por mim preconizada)...
Tudo porque acredito que sem SABER Portugal não tem FUTURO...
E basta olhar para o presente para se confirmar esta bizarra conlusão: as circunstâncias actuais de FALÊNCIA FINANCEIRA, DE CRISE ECPONÓMICA E DE AUSTERIDADE POLÍTICA devem-se, entre outras causas, à falta de saber, à falta de escrutínio, de litigância cívica, de abstinência pela luta, de resignação, e tudo por efeito duma alienação agressiva dum poder Político Oportunista que, conluiado com o poder económico, aliás hoje em dia uma e outro estão tão misturados que ninguém sabe onde cessa um e começa outro e vice-versa, e sabendo a escassez do saber em análise, consuma a estratégia de Opressão em Massa, penalizando aqueles daqueles que - ingénuamente - lhes dão de BORLA o poder e a capacidade para os oprimir, sem escrutínio, impunemente...
Ninguém nasce ensinado, diz o povo e com razão...
Então toca a ensinar.
A minha fé, pessoal, reside no (MILQLAVP) Movimento Imparável de Luta Que Levará os Professores à Vitória...
Espero que estes, refiro-me aos professores, não DESISTAM e, acima de TUDO estejam atentos e não se deixem escorregar na CASCA DE BANANA que o Poder, na hora da agonia final, lhes irá colocar pela frente...
LUTA E PERSISTÊNCIA é tudo o que peço e suplico aos Professores, e fáço-o não apenas por convicção pessoal, mas acima de tudo por julgar a interpretar o sentimento colectivo de um Povo que sem o manifestar acha que já basta de ser enganado...
Além disso e porque temos o dever de deixar, de legar à geração vindoura uma melhor consciência CRÍTICA, uma melhor ATITUDE (saber ser, estar e fazer) sob pena de estarmos a contribuir para o holocausto da ignorância...
Senhores Professores, nesta altura, a luta já não é vossa apenas, extavazou a corporação e entrou no corpo social que somos, na gente que sentimos ser, e especialmente naquilo que o futuro espera de nós...
Até á vitória final: os portugueses estão convosco, portanto...
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
PROJECTO FANTASMA LANÇA O PÂNICO EM TERRITÓRIO CASTRENSE
É hoje indiscutível e inegável, apesar duma certa miopia hierárquica que recusa ver, que o debate sobre a caserna ultrapassou os muros do quartel, e quanto a mim bem.
Em primeiro lugar porque é o povo quem tem o primeiro e derradeiro dever de o fazer, aceitar, participar e homologar ou recusar, porque é ele... quem as custeia.
Em segundo lugar esta necessidade prende-se com a "inacção" hierárquica que, amarrada às lantejoulas que o poder político lhes concede, sente-se impotente para o contestar e assim rejeitar ou combater as suas decisões à partida nefastas paras os seus subordinados que comanda quer os daqueles que estando fora das fileiras continuam ligados à "caserna" por condição militar e outras afinidades.
Nesta nova esfera de acção, a do domínio público, onde por certo os militares dispõem de maior "campo de manobra" e "mais ampla liberdade" é paradoxalmente extremamente nefasta e perigosa para estes, pois como é sabido nesta arena não vence quem tem a razão do seu lado, antes quem melhor controla o poder mediático ou a capacidade de seduzir ou mexer nas emoções, que como é sabido os militares não dispõem.
Neste contexto, imergindo das trevas chega para a luz do dia fluídos da estratégia do Responsável pela Tropa, a quem alguns designam por Ministro da Defesa, e que eu ficar-me-ei pelo rótulo de "Iniciado do Bilderberg" (registe-se que é a entidade que finge não ver a discriminação dos militares do QP do Exército relativamente aos restantes militares, no caso do ETE, e que em derradeira instância aceita "coligar-se" com o infractor para seduzir uma decisão parida para purgar as demandas pretéritas da inteira culpa e responsabilidade da hierarquia ora coligada).
Quanto ao assunto de hoje, e por não ter ciência prórpia para combater a "estratégia ministerial", deixo isso para aqueles que o fazem com sabedoria, acutilância e sentido de camaradagem que a outros faltam apesar da lei lha exigir como primeiro postulado, enfim...
Resta-me dedicar a todos os camaradas uma palavra de esperança, mas ao mesmo tempo um incentivo à não desmobilização que - de facto - é tão só e apenas aquilo que o poder político quer fazer ou obter com esta estratégia dita "pública": onde este deixa cair para a imprensa, de forma fantasma como diz a AOFA, informações dirigidas para desmobilizar os resistentes e confundir os portugueses.
Assim aqui reproduzo o ultimo comunicado da AOFA
"INSTITUIÇÃO MILITAR: SINAIS PREOCUPANTES
NOVAS REGRAS PARA CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO DE RESERVA?
PROJECTO "FANTASMA" LANÇA O PÂNICO ENTRE MILITARES
1. Coincidindo com a publicação, num jornal de grande tiragem, de trechos significativos construídos a partir de dados do mesmo, centenas de militares receberam nos seus "e-mail" aquilo que parece ser um projecto de diploma relativo ao sistema retributivo.
2. Numa situação normal, a AOFA aguardaria pelo conhecimento de facto do projecto propriamente dito para se pronunciar.
3. No entanto, a divulgação deste projecto, "fantasma" ou não, lançou o pânico entre uma série de militares que se julgavam a coberto das disposições transitórias constantes nos nº 2, 3 e 4 do artigo 3º do Decreto-Lei nº 166/2005, de 23 de Setembro, no que diz respeito à passagem à reserva e à reforma, e que, de repente, se viram confrontados com uma redacção (artigo 20º do tal "documento") que, a ser verdadeira, lhes retira direitos que consideravam desde então assegurados e posteriormente foram até confirmados por um Despacho interpretativo de Sua Exa. o Ministro de Estado e das Finanças (MEF) de 2006, reconfirmado em 2007 num Memorando de Suas Exas. os MEF e Ministro da Defesa Nacional (MDN).
4. E não se diga que a redacção constante do artigo 20º do projecto "fantasma", se for assumida como verdadeira, não prejudica seja quem for, porque pode abrir caminho a um processo interpretativo da Caixa Geral de Aposentações (CGA) desfavorável, como o que determinou a necessidade da dupla confirmação referida em 3., e, mesmo que isso não aconteça, obrigará certamente muitos militares ao pagamento de quotas extra para a aposentação, devido à necessidade de utilizar o aumento de tempo decorrente da aplicação da tabela do calendário de transição do Decreto-Lei nº 166/2005.
5. Inúmeros oficiais há que se dispõem a passar à situação de reserva, antes da publicação do novo diploma, devido às disposições do projecto "fantasma".
6. E terão que declarar a intenção de o fazerem até ao próximo dia 15 de Novembro, uma vez que lhes é exigida essa antecedência.
7. Senhor Ministro da Defesa Nacional.
Excelência.
Insiste V. Exa. em não cumprir a Lei Orgânica nº 3/2001, de 29 de Agosto, não integrando as Associações Profissionais de Militares (APM) nos Grupos de Trabalho que tratam matérias que constituem suas competências, o que, para além do mais, não permite a ponderação de posições adequadamente fundamentadas.
8. Senhor Ministro da Defesa Nacional.
Excelência.
A confirmar-se a veracidade do projecto que por aí circula:
· Com a crise de confiança que reina entre os militares, como acalmar os que se encontram preocupados, evitando, deste modo, a saída prematura de quadros experientes, altamente qualificados, muitos deles das tropas especiais?
· Dada a exiguidade do prazo que resta para que a tentação da saída não se concretize, para quando o momento e o local oportunos para ouvir a AOFA e aproveitar os seus contributos? "
O SECRETÁRIO-GERAL
Heitor Sequeira Alves
Capitão-de-Mar-e-Guerra
Em primeiro lugar porque é o povo quem tem o primeiro e derradeiro dever de o fazer, aceitar, participar e homologar ou recusar, porque é ele... quem as custeia.
Em segundo lugar esta necessidade prende-se com a "inacção" hierárquica que, amarrada às lantejoulas que o poder político lhes concede, sente-se impotente para o contestar e assim rejeitar ou combater as suas decisões à partida nefastas paras os seus subordinados que comanda quer os daqueles que estando fora das fileiras continuam ligados à "caserna" por condição militar e outras afinidades.
Nesta nova esfera de acção, a do domínio público, onde por certo os militares dispõem de maior "campo de manobra" e "mais ampla liberdade" é paradoxalmente extremamente nefasta e perigosa para estes, pois como é sabido nesta arena não vence quem tem a razão do seu lado, antes quem melhor controla o poder mediático ou a capacidade de seduzir ou mexer nas emoções, que como é sabido os militares não dispõem.
Neste contexto, imergindo das trevas chega para a luz do dia fluídos da estratégia do Responsável pela Tropa, a quem alguns designam por Ministro da Defesa, e que eu ficar-me-ei pelo rótulo de "Iniciado do Bilderberg" (registe-se que é a entidade que finge não ver a discriminação dos militares do QP do Exército relativamente aos restantes militares, no caso do ETE, e que em derradeira instância aceita "coligar-se" com o infractor para seduzir uma decisão parida para purgar as demandas pretéritas da inteira culpa e responsabilidade da hierarquia ora coligada).
Quanto ao assunto de hoje, e por não ter ciência prórpia para combater a "estratégia ministerial", deixo isso para aqueles que o fazem com sabedoria, acutilância e sentido de camaradagem que a outros faltam apesar da lei lha exigir como primeiro postulado, enfim...
Resta-me dedicar a todos os camaradas uma palavra de esperança, mas ao mesmo tempo um incentivo à não desmobilização que - de facto - é tão só e apenas aquilo que o poder político quer fazer ou obter com esta estratégia dita "pública": onde este deixa cair para a imprensa, de forma fantasma como diz a AOFA, informações dirigidas para desmobilizar os resistentes e confundir os portugueses.
Assim aqui reproduzo o ultimo comunicado da AOFA
"INSTITUIÇÃO MILITAR: SINAIS PREOCUPANTES
NOVAS REGRAS PARA CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO DE RESERVA?
PROJECTO "FANTASMA" LANÇA O PÂNICO ENTRE MILITARES
1. Coincidindo com a publicação, num jornal de grande tiragem, de trechos significativos construídos a partir de dados do mesmo, centenas de militares receberam nos seus "e-mail" aquilo que parece ser um projecto de diploma relativo ao sistema retributivo.
2. Numa situação normal, a AOFA aguardaria pelo conhecimento de facto do projecto propriamente dito para se pronunciar.
3. No entanto, a divulgação deste projecto, "fantasma" ou não, lançou o pânico entre uma série de militares que se julgavam a coberto das disposições transitórias constantes nos nº 2, 3 e 4 do artigo 3º do Decreto-Lei nº 166/2005, de 23 de Setembro, no que diz respeito à passagem à reserva e à reforma, e que, de repente, se viram confrontados com uma redacção (artigo 20º do tal "documento") que, a ser verdadeira, lhes retira direitos que consideravam desde então assegurados e posteriormente foram até confirmados por um Despacho interpretativo de Sua Exa. o Ministro de Estado e das Finanças (MEF) de 2006, reconfirmado em 2007 num Memorando de Suas Exas. os MEF e Ministro da Defesa Nacional (MDN).
4. E não se diga que a redacção constante do artigo 20º do projecto "fantasma", se for assumida como verdadeira, não prejudica seja quem for, porque pode abrir caminho a um processo interpretativo da Caixa Geral de Aposentações (CGA) desfavorável, como o que determinou a necessidade da dupla confirmação referida em 3., e, mesmo que isso não aconteça, obrigará certamente muitos militares ao pagamento de quotas extra para a aposentação, devido à necessidade de utilizar o aumento de tempo decorrente da aplicação da tabela do calendário de transição do Decreto-Lei nº 166/2005.
5. Inúmeros oficiais há que se dispõem a passar à situação de reserva, antes da publicação do novo diploma, devido às disposições do projecto "fantasma".
6. E terão que declarar a intenção de o fazerem até ao próximo dia 15 de Novembro, uma vez que lhes é exigida essa antecedência.
7. Senhor Ministro da Defesa Nacional.
Excelência.
Insiste V. Exa. em não cumprir a Lei Orgânica nº 3/2001, de 29 de Agosto, não integrando as Associações Profissionais de Militares (APM) nos Grupos de Trabalho que tratam matérias que constituem suas competências, o que, para além do mais, não permite a ponderação de posições adequadamente fundamentadas.
8. Senhor Ministro da Defesa Nacional.
Excelência.
A confirmar-se a veracidade do projecto que por aí circula:
· Com a crise de confiança que reina entre os militares, como acalmar os que se encontram preocupados, evitando, deste modo, a saída prematura de quadros experientes, altamente qualificados, muitos deles das tropas especiais?
· Dada a exiguidade do prazo que resta para que a tentação da saída não se concretize, para quando o momento e o local oportunos para ouvir a AOFA e aproveitar os seus contributos? "
O SECRETÁRIO-GERAL
Heitor Sequeira Alves
Capitão-de-Mar-e-Guerra
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Esposa de militar - carta aberta ao Presidente da República
CARTA ABERTA AO SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA - UM GRITO DE DESESPERO
Exmº Sr. Presidente da RepúblicaV. Exª não me conhece, sou apenas mais uma cidadã, esposa, mãe, portuguesa e trabalhadora. Sou esposa de um militar das Forças Armadas Portuguesas.Nunca quis saber de politiquice, nem sou sensível a estas áreas que pouco ou nada me dizem.Há cerca de um mês, uma situação tocou a minha sensibilidade feminina.Um colega do meu marido, um Sargento do quadro permanente das Forças Armadas, levava uma vida normal, numa família normal. Quis o destino que esse militar fosse operado a um cancro. Heroicamente, como que a fazer jus ao seu espírito militar, rapidamente recuperou, após ter superado um ataque cardíaco e a morte de um familiar. Poucos meses depois, veio o golpe fatal: à esposa, na casa dos 40 anos de idade, foi-lhe diagnosticado um cancro de difícil solução. A vida normal, sem luxos que nunca tivera, nem privilégios apontados por quem ignora a realidade do que é ser militar, perdeu sentido.O meu marido e outros colegas de trabalho, aperceberam-se que o infortunado Sargento no activo, não dispunha de 150 € para adquirir fraldas que contivessem a sua incontinência urinária. O choque emocional misturou-se à revolta pelo facto do Estado não apoiar um militar no activo, Sargento, que jurou defender a sua PÁTRIA mesmo com sacrifício da própria vida.Num acto de sã camaradagem, descobriram o seu NIB e rapidamente entre todos, conseguiram fazer depósitos – donativo, caridade, como lhe queiram chamar – de modo a que não passasse privações imediatas nem ele, nem a esposa doente, nem os filhos em idade escolar.O célebre sistema de apoio à doença dos militares (ADM), que alguns ou porque desconhecem ou porque são maldosos, dizem ser uma regalia e um privilégio, está a dever as comparticipações a este Sargento, no activo, desde Março, forçando-o a passar cheques pré-datados que são aceites, graças ao facto de ser conhecido na sua localidade como pessoa de bem, honesta e trabalhadora.Sr. Presidente da República, V. Exª é a única esperança neste país onde se perdeu a esperança nos políticos, pois que poucos são os que os levam a sério.Sr. Presidente da República, V. Exª é o Comandante Supremo das Forças Armadas e decerto que saberá tomar uma decisão que o legitime perante os seus homens como tal.É revoltante ver os militares continuarem a ser achincalhados, ignorados, usados e terem de recorrer à caridade entre eles próprios.Sr. Presidente da República, não seria mais digno, mais honesto, acabar com as Forças Armadas?Mal vai um país onde o poder político ignora as suas forças armadas, não as defende, faz discursos de circunstância e deixa-as na realidade ao abandono.Será legítimo esperar que esses militares que entregaram o poder aos civis e que pacientemente vêem tantos desmandos, fiquem calados e quietos?Ainda quero acreditar que V. Exª será o catalizador da esperança, da resolução imediata de problemas gravíssimos que os militares estão a passar, como dificuldades, cortes na comida, cortes em tratamentos, atirando-os para o abismo do desespero…Maria Antónia Freitas(Leiria)
CARTA ABERTA AO SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA - UM GRITO DE DESESPERO
Exmº Sr. Presidente da RepúblicaV. Exª não me conhece, sou apenas mais uma cidadã, esposa, mãe, portuguesa e trabalhadora. Sou esposa de um militar das Forças Armadas Portuguesas.Nunca quis saber de politiquice, nem sou sensível a estas áreas que pouco ou nada me dizem.Há cerca de um mês, uma situação tocou a minha sensibilidade feminina.Um colega do meu marido, um Sargento do quadro permanente das Forças Armadas, levava uma vida normal, numa família normal. Quis o destino que esse militar fosse operado a um cancro. Heroicamente, como que a fazer jus ao seu espírito militar, rapidamente recuperou, após ter superado um ataque cardíaco e a morte de um familiar. Poucos meses depois, veio o golpe fatal: à esposa, na casa dos 40 anos de idade, foi-lhe diagnosticado um cancro de difícil solução. A vida normal, sem luxos que nunca tivera, nem privilégios apontados por quem ignora a realidade do que é ser militar, perdeu sentido.O meu marido e outros colegas de trabalho, aperceberam-se que o infortunado Sargento no activo, não dispunha de 150 € para adquirir fraldas que contivessem a sua incontinência urinária. O choque emocional misturou-se à revolta pelo facto do Estado não apoiar um militar no activo, Sargento, que jurou defender a sua PÁTRIA mesmo com sacrifício da própria vida.Num acto de sã camaradagem, descobriram o seu NIB e rapidamente entre todos, conseguiram fazer depósitos – donativo, caridade, como lhe queiram chamar – de modo a que não passasse privações imediatas nem ele, nem a esposa doente, nem os filhos em idade escolar.O célebre sistema de apoio à doença dos militares (ADM), que alguns ou porque desconhecem ou porque são maldosos, dizem ser uma regalia e um privilégio, está a dever as comparticipações a este Sargento, no activo, desde Março, forçando-o a passar cheques pré-datados que são aceites, graças ao facto de ser conhecido na sua localidade como pessoa de bem, honesta e trabalhadora.Sr. Presidente da República, V. Exª é a única esperança neste país onde se perdeu a esperança nos políticos, pois que poucos são os que os levam a sério.Sr. Presidente da República, V. Exª é o Comandante Supremo das Forças Armadas e decerto que saberá tomar uma decisão que o legitime perante os seus homens como tal.É revoltante ver os militares continuarem a ser achincalhados, ignorados, usados e terem de recorrer à caridade entre eles próprios.Sr. Presidente da República, não seria mais digno, mais honesto, acabar com as Forças Armadas?Mal vai um país onde o poder político ignora as suas forças armadas, não as defende, faz discursos de circunstância e deixa-as na realidade ao abandono.Será legítimo esperar que esses militares que entregaram o poder aos civis e que pacientemente vêem tantos desmandos, fiquem calados e quietos?Ainda quero acreditar que V. Exª será o catalizador da esperança, da resolução imediata de problemas gravíssimos que os militares estão a passar, como dificuldades, cortes na comida, cortes em tratamentos, atirando-os para o abismo do desespero…Maria Antónia Freitas(Leiria)
domingo, 9 de novembro de 2008
INADIMPLENCIA SEMÃNTICA, OU FALTAR À VERDADE!
Pululam por aí as legítimas reacções ao aparecimento público do Ministro da Defesa içado para se fazer ouvir e os portugueses ficarem a saber das suas razões, que não a verdade.
Que os ministros mentem aos portugueses: NÃO É NOVO.
Que os portugueses não acreditam nos governantes: NÃO É NOVO.
Então o que há de novo nesta história?
A novidade é que o Excelentíssimo Ministro da Defesa decobriu uma nova e revolucionária forma de MENTIR: usando a verdade semântica.
E assim - E UMA VEZ MAIS - enganou os portugueses. Engano este que persistiria não fosse a preseverança de um miltar - AINDA POR CIMA GENERAL - que deitou pernas ao alcatrão e foi à procura da "Verdade", eis o que encontrou:
"Assisti ontem (6 de Novembro) à entrevista que o Sr Ministro da Defesa deu à SIC Notícias (Jornal das 9), repetição, aliás, de igual entrevista dada dias antes ao Telejornal da RTP 1.
De entre as muitas surpreendentes afirmações, que mereceriam comentário, retive (por ser um elemento concreto) a informação de que as comparticipações da ADM estavam quase regularizadas, porquanto já estão processados os processos de Junho, Julho e parte de Agosto" (sic).
Admirado por não receber há mais de seis meses as comparticipações que me são devidas, dirigi-me à ADM, onde fiquei a saber:
Os recibos enviados pelos beneficiários à ADM passam por um tratamento em três fases:
PROCESSADO - corresponde ao registo de entrada nos Serviços e ao cálculo da comparticipação a atribuir.
LIQUIDADO - corresponde à emissão da autorização interna para proceder ao pagamento.
PAGO - traduz-se no pagamento efectivo ao beneficiário (normalmente por transferência para a respectiva conta bancária).
Não espanta, assim, que o "processamento" seja rápido, só admira que ainda sejam necessários dois meses para o fazer...
Quanto ao "pagamento" (que é o que interessa ao beneficiário e o que está verdadeiramente em causa) só pode ser efectuado "quando houver verba", o que não acontece com a celeridade que o Sr Ministro fez crer a quantos o ouviram.
Assim, o Sr Ministro não pode ser acusado de ter faltado à verdade.
Mas o Sr Ministro faltou à ética.
A "sua verdade" levou os telespectadores a convencerem-se, uma vez mais, de que os militares não têm razão. Injustificavelmente impacientes, não aceitam "um atraso de dois meses" para cobrarem os seus "privilégios".
A verdade dos militares é, porém, outra. Continuam a receber, com injustificável atraso, as comparticipações a que têm direito. E a verem os responsáveis políticos contribuirem diariamente para o seu desprestígio perante a Nação.
Verdade que os problemas velhos de dez a quinze anos (segundo o Sr Ministro) "estão a ser trabalhados". Pode ser que daqui a mais dez ou quinze venham a estar resolvidos..."
Mariz Fernandes
Major General na reforma
Que os ministros mentem aos portugueses: NÃO É NOVO.
Que os portugueses não acreditam nos governantes: NÃO É NOVO.
Então o que há de novo nesta história?
A novidade é que o Excelentíssimo Ministro da Defesa decobriu uma nova e revolucionária forma de MENTIR: usando a verdade semântica.
E assim - E UMA VEZ MAIS - enganou os portugueses. Engano este que persistiria não fosse a preseverança de um miltar - AINDA POR CIMA GENERAL - que deitou pernas ao alcatrão e foi à procura da "Verdade", eis o que encontrou:
"Assisti ontem (6 de Novembro) à entrevista que o Sr Ministro da Defesa deu à SIC Notícias (Jornal das 9), repetição, aliás, de igual entrevista dada dias antes ao Telejornal da RTP 1.
De entre as muitas surpreendentes afirmações, que mereceriam comentário, retive (por ser um elemento concreto) a informação de que as comparticipações da ADM estavam quase regularizadas, porquanto já estão processados os processos de Junho, Julho e parte de Agosto" (sic).
Admirado por não receber há mais de seis meses as comparticipações que me são devidas, dirigi-me à ADM, onde fiquei a saber:
Os recibos enviados pelos beneficiários à ADM passam por um tratamento em três fases:
PROCESSADO - corresponde ao registo de entrada nos Serviços e ao cálculo da comparticipação a atribuir.
LIQUIDADO - corresponde à emissão da autorização interna para proceder ao pagamento.
PAGO - traduz-se no pagamento efectivo ao beneficiário (normalmente por transferência para a respectiva conta bancária).
Não espanta, assim, que o "processamento" seja rápido, só admira que ainda sejam necessários dois meses para o fazer...
Quanto ao "pagamento" (que é o que interessa ao beneficiário e o que está verdadeiramente em causa) só pode ser efectuado "quando houver verba", o que não acontece com a celeridade que o Sr Ministro fez crer a quantos o ouviram.
Assim, o Sr Ministro não pode ser acusado de ter faltado à verdade.
Mas o Sr Ministro faltou à ética.
A "sua verdade" levou os telespectadores a convencerem-se, uma vez mais, de que os militares não têm razão. Injustificavelmente impacientes, não aceitam "um atraso de dois meses" para cobrarem os seus "privilégios".
A verdade dos militares é, porém, outra. Continuam a receber, com injustificável atraso, as comparticipações a que têm direito. E a verem os responsáveis políticos contribuirem diariamente para o seu desprestígio perante a Nação.
Verdade que os problemas velhos de dez a quinze anos (segundo o Sr Ministro) "estão a ser trabalhados". Pode ser que daqui a mais dez ou quinze venham a estar resolvidos..."
Mariz Fernandes
Major General na reforma
sábado, 8 de novembro de 2008
CONTORCIONISMO ADMINISTRATIVO!
É pois com excertos de ironia que se vê, AGORA, alguns daqueles que tanto hostilizaram a aplicação do Estatuto do Trabalhador Estudante (ETE), a inverterem o estilo (que não a vergonha) e a passarem por acérrimos defensores do ETE.
Dá para rir, a forma como um certo gabinete - que se diz ser do CEME - trata a questão, que durante anos a fio mutilou.
Agora, abrindo essa página institucional, vê-se - com certo ar de ridiculo - uma "janela" com lantejoulas, salamaleques, luzes brilhantes e outros floreados pimba, e em ALTO RELEVO, como quem diz aqui está quem assim pensa, a divulgar um (alegado) despacho conjunto, signatado pelas 4 cabeças castrenses, presumindo HARMONIZAR a aplicação interna do citado diploma legal.
Querem com esta féniz fazer crer que (re)nasceu para as forças armadas a legalidade e a legitimidade para um quinhão do Exército português: a EPT.
Mas...
E como de espantar sería o contrário, afinal o tiro saiu-lhes pela culatra pois, deslumbre-se, em vez de aclarar a situação não, COMPLICARAM-NA.
E de tal forma o fizeram que não farta por aí quem pense e venha a agir que mais vale CONTINUAR na clandestinidade, estudar pela calada da noite, às escondidas, sem o "maleplácito" da hierarquia hostil e hostilizante.
Com efeito, os doutos generais em vez de aclaraem a questão e serenarem a situação não, AGRAVARAM-NA.
Inademissíivel que responsáveis de tão alto gabarito, principescamente assessorados produzam "mixórdia" deste kilate.
Não vão perder grandes considerações para explicar o malefício causado por esta "veneranda" decisão, dita conjunta: QUE ALIÁS SÃO MUITOS, ficar-me-ei apenas por um exemplo: COM ESTA DECISÃO, TODO O MILITAR QUE ESTUDE SOB O AUSPÍCIO DO ETE CORRE MUITOS MAIS RISCOS DISCIPLINARES DO QUE SE OPTAR POR ESTUDAR CLANDESTINAMENTE, E ESTA HEINNN...!
Vejamos a coisa com um exemplo concreto.
Dois militares andam a estudar: o Militar Alfa e o militar Beta.
O Alfa abdica do ETE e opta por estudar na clandestinidade, isto é sem o beneplácito do ETE.
Enquanto o militar Beta opta por estudar sob a égide do ETE, recauchetado com a norma em apresso produzida pelos doutos generais.
Se, ambos - por qualquer razão ou circunstância - tiverem de interromper os estudos, decorre que o militar Alfa deixa de gozar as pretensões genéricas que até então gozava (licença, dispensa, etc.) , e, o militar Beta deixa de gozar dispensa específica para exames (nos termos do ETE).
Aqui chegados contata-se que AMBOS cumpriram a lei...
No entanto enauqnto que o militar Alfa segue a sua vida normalmente, o militar Beta pode ser ALVO de procedimento disciplinar e consequente SANÇÃO, basta que - apesar de ter cumprido a lei - se tenha ESQUECIDO de informar a hierarquia que cumrpiu a lei...
Parece uma redundância mas não, é o estado a que se chegou.
A Hioerarquia olha para estes militares que ATÉ PAGAM A FORMAÇÃO DO SEU BOLSO de forma malígna, insultuosa, enquanto fazem salamaleques e outras efemérides para as equivalências eoutros protocolos de formação retirados à custa do erário público...
Parafrasenado um "célebre" Soldado Imigo, com AMIGOS destes não precisamos de ter INIMIGOS.
Dá para rir, a forma como um certo gabinete - que se diz ser do CEME - trata a questão, que durante anos a fio mutilou.
Agora, abrindo essa página institucional, vê-se - com certo ar de ridiculo - uma "janela" com lantejoulas, salamaleques, luzes brilhantes e outros floreados pimba, e em ALTO RELEVO, como quem diz aqui está quem assim pensa, a divulgar um (alegado) despacho conjunto, signatado pelas 4 cabeças castrenses, presumindo HARMONIZAR a aplicação interna do citado diploma legal.
Querem com esta féniz fazer crer que (re)nasceu para as forças armadas a legalidade e a legitimidade para um quinhão do Exército português: a EPT.
Mas...
E como de espantar sería o contrário, afinal o tiro saiu-lhes pela culatra pois, deslumbre-se, em vez de aclarar a situação não, COMPLICARAM-NA.
E de tal forma o fizeram que não farta por aí quem pense e venha a agir que mais vale CONTINUAR na clandestinidade, estudar pela calada da noite, às escondidas, sem o "maleplácito" da hierarquia hostil e hostilizante.
Com efeito, os doutos generais em vez de aclaraem a questão e serenarem a situação não, AGRAVARAM-NA.
Inademissíivel que responsáveis de tão alto gabarito, principescamente assessorados produzam "mixórdia" deste kilate.
Não vão perder grandes considerações para explicar o malefício causado por esta "veneranda" decisão, dita conjunta: QUE ALIÁS SÃO MUITOS, ficar-me-ei apenas por um exemplo: COM ESTA DECISÃO, TODO O MILITAR QUE ESTUDE SOB O AUSPÍCIO DO ETE CORRE MUITOS MAIS RISCOS DISCIPLINARES DO QUE SE OPTAR POR ESTUDAR CLANDESTINAMENTE, E ESTA HEINNN...!
Vejamos a coisa com um exemplo concreto.
Dois militares andam a estudar: o Militar Alfa e o militar Beta.
O Alfa abdica do ETE e opta por estudar na clandestinidade, isto é sem o beneplácito do ETE.
Enquanto o militar Beta opta por estudar sob a égide do ETE, recauchetado com a norma em apresso produzida pelos doutos generais.
Se, ambos - por qualquer razão ou circunstância - tiverem de interromper os estudos, decorre que o militar Alfa deixa de gozar as pretensões genéricas que até então gozava (licença, dispensa, etc.) , e, o militar Beta deixa de gozar dispensa específica para exames (nos termos do ETE).
Aqui chegados contata-se que AMBOS cumpriram a lei...
No entanto enauqnto que o militar Alfa segue a sua vida normalmente, o militar Beta pode ser ALVO de procedimento disciplinar e consequente SANÇÃO, basta que - apesar de ter cumprido a lei - se tenha ESQUECIDO de informar a hierarquia que cumrpiu a lei...
Parece uma redundância mas não, é o estado a que se chegou.
A Hioerarquia olha para estes militares que ATÉ PAGAM A FORMAÇÃO DO SEU BOLSO de forma malígna, insultuosa, enquanto fazem salamaleques e outras efemérides para as equivalências eoutros protocolos de formação retirados à custa do erário público...
Parafrasenado um "célebre" Soldado Imigo, com AMIGOS destes não precisamos de ter INIMIGOS.
CARTA DIRIGIDA AO INIMIGO
ESTA CARTA, QUE REFLECTE O PENSAMENTO E A CRIATIVIDADE DE UM SOLDADO, VEIO PARA À MINHA CAIXA DE CORREIO E DECIDI PUBLICITÁ-LA PORQUE RECENTEMENTE AS FORÇAS ARMADAS TÊM SIDO FALADAS POR CAUSA DE UM MAL ESTAR LATENTE E PATENTE NO SEU SEIO.
ESTE MAL ESTAR É REAL E ATRAVESSA TODAS AS CLASSES E POSTOS, COMO SE VÊ.
E PIOR AINDA, JÁ PASSOU À PRÁTICA.
O AUTOR DO BLOG SABE QUE, PELO MENOS EM UMA UNIDADE, AS PRAÇAS RECUSARAM COMAPRECER À 2.º REFEIÇÃO.
COMO ISTO ESTÁ, AS BRECHAS COMEÇAM A SURGIR POR TUDO O QUE É SITIO...
Mas voltemos à carta.
"Caro Inimigo:
Espero que esta carta vos encontre de boa saúde, apesar da vossa ADM estar cada vez pior... Serve esta missiva para vos transmitir o meu espanto perante aquilo que, a partir da nossa trincheira na linha da frente e através da 'terra de ninguém', conseguimos observar no vosso território e que muito me traz preocupado. Preocupação essa que aumenta de dia para dia. Senão vejamos: - Dezenas de unidades do vosso Exército vão fechar e ser vendidas. O que é que vai sobrar para nós atacarmos? - O vosso novo Exército só vai ter vagas para 60% dos actuais efectivos. E os 40% que não vão ter cabimento, o que vão fazer? Espero que não se venham alistar aqui no nosso Exército, pois não conseguiremos concorrer com os baixos salários que auferem, e isto aqui também não está fácil... - A implantação territorial vai passar a ser assegurada pela vossa Guarda Nacional Republicana. E depois? Quando vos quisermos invadir? Vá de passar multas na gente, autuar a torto e a direito? Isto assim não tem graça nenhuma... - Planeávamos tomar de assalto as vossas escolas e centros de saúde, mas foi tarde demais.... O vosso Governo antecipou-se e fechou tudo.... - O vosso anterior CEMFA tinha dito que os P-3P Orion iam para a Base de Ovar. Nós até já tínhamos posicionado os radares e as baterias antiaéreas para essa região. Agora vem o novo CEMFA e diz que 'não senhora... os P-3P vão mas é para Beja'. Eh pá, vejam lá se se entendem. Não podemos andar com o nosso material para cima e para baixo, que também já está velho e cansado... e sempre se gasta um dinheirito em ajudas de custo que bem que podia ser gasto noutras coisas... - Depois, é toda gente a malhar nas vossas tropas, e nós aqui de braços cruzados. Vejam lá se reservam algum tempo na vossa agenda para nós, pois já nos sentimos desprezados, sempre à espera de um ataquezito e nada... - Os vossos chefes não param de vos averbar com processos disciplinares; - Os nossos espiões perderam os rastos dos vossos espiões. Parece que os vossos espiões andam ocupadíssimos a fotografarem as vossas tropas...; - As vossas carreiras são uma desgraça e nem com 3 grupos de trabalho, vos resolvem o problema; - O vosso Governo ataca os vossos poucos direitos todos os dias; - Os comentadores da imprensa por conta do Governo, desancam-vos forte e feio; - O vosso Ministro manda calar os vossos chefes através dos jornais;É que até já dá pena! É um massacre... Na verdade sentimos que perante as ameaças que pairam sobre as vossas tropas, a nossa condição de 'inimigo' pode estar seriamente posta em causa e logo podemos perder o nosso posto de combate, por se tornar desnecessário e passamos ao quadro de excedentários... ou será que isso é só para os civis? É que nós também temos filhos para criar e casa para pagar. Vejam lá se se organizam...É caso para perguntar: - Afinal quem é que é o inimigo?Com amigos desses, quem é que precisa de inimigos... Despeço-me com os melhores cumprimentos, aguardando por melhores dias.
Joaquim Nimigo Soldado"
ESTE MAL ESTAR É REAL E ATRAVESSA TODAS AS CLASSES E POSTOS, COMO SE VÊ.
E PIOR AINDA, JÁ PASSOU À PRÁTICA.
O AUTOR DO BLOG SABE QUE, PELO MENOS EM UMA UNIDADE, AS PRAÇAS RECUSARAM COMAPRECER À 2.º REFEIÇÃO.
COMO ISTO ESTÁ, AS BRECHAS COMEÇAM A SURGIR POR TUDO O QUE É SITIO...
Mas voltemos à carta.
"Caro Inimigo:
Espero que esta carta vos encontre de boa saúde, apesar da vossa ADM estar cada vez pior... Serve esta missiva para vos transmitir o meu espanto perante aquilo que, a partir da nossa trincheira na linha da frente e através da 'terra de ninguém', conseguimos observar no vosso território e que muito me traz preocupado. Preocupação essa que aumenta de dia para dia. Senão vejamos: - Dezenas de unidades do vosso Exército vão fechar e ser vendidas. O que é que vai sobrar para nós atacarmos? - O vosso novo Exército só vai ter vagas para 60% dos actuais efectivos. E os 40% que não vão ter cabimento, o que vão fazer? Espero que não se venham alistar aqui no nosso Exército, pois não conseguiremos concorrer com os baixos salários que auferem, e isto aqui também não está fácil... - A implantação territorial vai passar a ser assegurada pela vossa Guarda Nacional Republicana. E depois? Quando vos quisermos invadir? Vá de passar multas na gente, autuar a torto e a direito? Isto assim não tem graça nenhuma... - Planeávamos tomar de assalto as vossas escolas e centros de saúde, mas foi tarde demais.... O vosso Governo antecipou-se e fechou tudo.... - O vosso anterior CEMFA tinha dito que os P-3P Orion iam para a Base de Ovar. Nós até já tínhamos posicionado os radares e as baterias antiaéreas para essa região. Agora vem o novo CEMFA e diz que 'não senhora... os P-3P vão mas é para Beja'. Eh pá, vejam lá se se entendem. Não podemos andar com o nosso material para cima e para baixo, que também já está velho e cansado... e sempre se gasta um dinheirito em ajudas de custo que bem que podia ser gasto noutras coisas... - Depois, é toda gente a malhar nas vossas tropas, e nós aqui de braços cruzados. Vejam lá se reservam algum tempo na vossa agenda para nós, pois já nos sentimos desprezados, sempre à espera de um ataquezito e nada... - Os vossos chefes não param de vos averbar com processos disciplinares; - Os nossos espiões perderam os rastos dos vossos espiões. Parece que os vossos espiões andam ocupadíssimos a fotografarem as vossas tropas...; - As vossas carreiras são uma desgraça e nem com 3 grupos de trabalho, vos resolvem o problema; - O vosso Governo ataca os vossos poucos direitos todos os dias; - Os comentadores da imprensa por conta do Governo, desancam-vos forte e feio; - O vosso Ministro manda calar os vossos chefes através dos jornais;É que até já dá pena! É um massacre... Na verdade sentimos que perante as ameaças que pairam sobre as vossas tropas, a nossa condição de 'inimigo' pode estar seriamente posta em causa e logo podemos perder o nosso posto de combate, por se tornar desnecessário e passamos ao quadro de excedentários... ou será que isso é só para os civis? É que nós também temos filhos para criar e casa para pagar. Vejam lá se se organizam...É caso para perguntar: - Afinal quem é que é o inimigo?Com amigos desses, quem é que precisa de inimigos... Despeço-me com os melhores cumprimentos, aguardando por melhores dias.
Joaquim Nimigo Soldado"
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
PALAVRA DE PRIMEIRO MINISTRO
ESTAMOS CANSADOS DE OUVIR E VER O NOSSO P.M. A FAZER O PANEGÍRICO DO MAGALHÃES.
Como todos sabem o Magalhães é um PC portátil, segundo ele integralmente fabricado e Portugal, com tecnologia portuguesa e dirigido - e aqui encontramos a razão do post - aos alunos do primeiro ciclo.
Percebe-se que o P.M., que é o responsável pela condução dos destinos do País, diga isso, formule esta estratégia dirigida para elevar o nível de competências das escolas e consequentemente a formação dos nossos alunos, e/ou filhos também.
Mas o que não se percebe, e custa a aceitar, é que, enquanto o P.M. diz com todas as letras, em maíscula, bold e sublinhado que a PRIORIDADE são as escolas/alunos, a realidade ostenta o contrário, isto é seria de esperar que enquanto houvesse escola/aluno sem o Magalhâes este não sería visível, detectado ou adquirido em parte alguma.
Olhemos à nossa volta e reparemos no que os nossos olhos detectam: BASTA QUERER OU TER DINHEIRO PARA SE COMPRAR QUANTOS MAGALHÃES SE QUISER...
Então em que ficamos?
Responda quem souber, tem a palavra o Senhor P.M.
Como todos sabem o Magalhães é um PC portátil, segundo ele integralmente fabricado e Portugal, com tecnologia portuguesa e dirigido - e aqui encontramos a razão do post - aos alunos do primeiro ciclo.
Percebe-se que o P.M., que é o responsável pela condução dos destinos do País, diga isso, formule esta estratégia dirigida para elevar o nível de competências das escolas e consequentemente a formação dos nossos alunos, e/ou filhos também.
Mas o que não se percebe, e custa a aceitar, é que, enquanto o P.M. diz com todas as letras, em maíscula, bold e sublinhado que a PRIORIDADE são as escolas/alunos, a realidade ostenta o contrário, isto é seria de esperar que enquanto houvesse escola/aluno sem o Magalhâes este não sería visível, detectado ou adquirido em parte alguma.
Olhemos à nossa volta e reparemos no que os nossos olhos detectam: BASTA QUERER OU TER DINHEIRO PARA SE COMPRAR QUANTOS MAGALHÃES SE QUISER...
Então em que ficamos?
Responda quem souber, tem a palavra o Senhor P.M.
MISSIVA PARA O LIXO ...!

A SEMÂNTICA PERSECUTÓRIA ATINGIA O SEU ZÉNITE QUANDO O MAJOR OFENDIDO, EM DESESPERO DE CAUSA, SE LEMBRA DE "PEDIR AJUDA/CONDOLÊNCIA" A UM "VELHO" SEU COMANDANTE, ENTÃO GENERAL QUE OCUPAVA UM ALTÍSSIMO CARGO INSTITUCIONAL.
UMA SÚPLICA QUE VIRIA A FICAR SEM RESPOSTA...
Daí que a evoque e recorde hoje.
Meu General,
Desde logo peço desculpa por aborrecê-lo com um assunto de natureza Pessoal e Íntima, mas a especificidade e relevância da situação e o consequente estado de desespero pessoal leva-me, em ultima instância, a recorrer à sensibilidade de V.ª Ex.ª.
Peço desculpa também pela ousadia e abuso.
Como sabe sou um oficial que se orgulha de ter servido sob as suas ordens, sou casado, 47 anos de idade, a esposa não tem emprego e tenho 3 filhos o Paulo Sérgio com 25 anos (servindo como contratado na Força Aérea), o Bruno Filipe, com 20 anos, desempregado e o bebé José António, com 5 anos de idade apenas.
Todos fazemos uma família modesta é certo, que vive com dificuldades é também certo, mas que não é por isso que abdica dos princípios e dos valores.
(…)
Trata-se dum assunto delicado e difícil de separar do ambiente institucional.
Como o Meu general sabe, presto serviço na Escola Prática de Transmissões, onde me considero aboletado desde a data de ingresso na vida militar. Aquando do recente regresso, após o último deslocamento prestado no EME, onde curiosamente nos encontramos funcionalmente por algumas vezes quando o Meu general chefiava o GabCEME, aqui colocado contra a minha expressa vontade e interesse pessoal (premonição sarcástica!), encontro-a comandada pelo então Coronel Pastor, um oficial de grande humildade e espírito humanista, preocupando-se com todos os subordinados de igual modo. Com o seu comando, foi-me deferido – obviamente NOS TERMOS DA LEI (116/97) E DA NORMA INTERNA (Despacho 42/CEME/99) - o direito a beneficiar do regime jurídico estabelecido pelo Estatuto do Trabalhador Estudante.
Com a substituição do comandante, como um vórtice, num ápice tudo se altera, tudo leva uma reviravolta. A acalmia e a serenidade dão lugar à “inductilidade” e à “prepotência”. A Escola perde o tradicional estatuto de família e metamorfoseia-se numa coisa nunca antes vista, uma multiplicidade de castas. O Moral decresce rapidamente e o ambiente fica irremediavelmente insuportável.
Para lhe dar um exemplo vivo e verídico Meu General, dir-lhe-ei que o meu progenitor, no prazo de três meses, teve dois AVC, ficou incapacitado em mais de 70% das capacidades, e meio ano depois o meu (único) cunhado direito, marido da minha (única) irmã, teve um ainda pior ficando irremediavelmente em estado vegetativo, dependente dos outros para tudo, excepto para respirar.
Apesar deste incurricular drama familiar, nunca o Comandante teve para comigo uma única palavra de solidariedade ou condolência. Para ele, embora o soubesse, era como se não existisse motivo algum a tornar a rotina do Major Rocha num drama quase insuportável.
Insatisfeito com a indiferença, desata a discriminar o infeliz subordinado – apenas e porque este teve a ousadia de contestar formalmente uma decisão sua (COM A QUAL LHE RETIROU SEM FUNDAMENTAÇÃO LEGAL O DIREITO A BENEFICIAR DO ESTATUTO DO TRABALHADOR-ESTUDANTE )– isolando-o e exercendo sobre ele uma permanente, exagerada e insubtil monitorização que grassou o exagero formal e informal, indo, recentemente, ao limite de lhe oferecer uma nota de culpa contendo 7 graves acusações, na esmagadora maioria falsas e rebatíveis.
Tudo porque este humilde subordinado não se conteve, nem nunca o fará, aliás nem a sua consciência o deixaria, perante uma decisão injusta e ilegal sobre si produzida.
O Comandante, do casulo do cargo, foi incapaz de perceber que cometera um grave erro, retirando a um seu subordinado o legal direito a beneficiar do acesso à valorização cultural e profissional, e, fê-lo sem apresentar qualquer fundamentação jurisdicente ou dulcificadora.
Fê-lo apenas e só porque assim o quis, sem cuidar de caboucar a decisão em qualquer norma administrativa vigente, agredindo a lei e a consuetudinaridade vigente.
Incapaz de reconhecer o erro, desata a encorajar a perseguição e a discriminação.
O ambiente entre ambos foi-se polarizando, e, como seria de esperar, a paridade desnivelou-se para o lado “do mais forte”.
Mas nada me faria calar ou aceitar a injustiça, sem luta.
Padeci cabos e tormentas.
Agravei a minha saúde, quase arruinei a vida familiar, mas não desisti de lutar pela Justiça e pela Verdade.
E, como o timing do Tribunal é sofregamente doloroso E CAUSTICAMENTE MOROSO, a impaciência apodera-se da razão impelindo-me a gritar, a toda a hora, alto e bom som por justiça, até que, inadvertidamente, dei comigo no site da presidência da república e então lembrei-me de enviar um e-mail PESSOAL, INTIMO E CONFIDENCIAL a Sua Ex.ª o Presidente da República e Comandante Supremo das FA. Sem saber porquê, nem como, o seu conteúdo – naturalmente inconveniente – foi ILEGALMENTE parar às mãos de Sua Ex.ª o General Chefe que de imediato mandou instaurar conveniente processo disciplinar.
Mas a verdade é que se trata duma carta pessoal cuja violação consagra o crime de DEVASSA da vida privada.
(…)
Num ápice, por culpa duma estranha forma de comando, e DUMA ILEGALIDADE GENÉTICA, protagonizada pelo Seu Comandante e contra si dirigida, ei-me confrontado com esta dupla peculiar, dramática e insólita situação pessoal e institucional.
Com 27 anos de serviço imaculado, sem qualquer punição averbada, cumprindo exemplarmente e com brio todas as funções, içando ininterruptamente o interesse geral em desfavor do pessoal, e eis senão quando me vejo confrontado com uma dramática situação que me levou a, envergonhadamente e humildemente, recorrer à atenção do Meu general.
Em desespero de causa, lembrei-me de V. Ex.ª Meu general e, porque referencio em Si um Homem com um H Enorme e um Militar exímio na capacidade de ouvir e compreender as dificuldades, contemplador da superintendência alheia e da tutela humana, como nenhum outro que conheço, e, pedindo desculpa pelo aborrecimento, a Si me dirijo humildemente meu General, regateando a sua condolência para esta insólita situação pessoal e familiar.
O apelo é dirigido mais ao Homem do que ao Militar, mais ao carácter humanista rogando-lhe uma palavra intermediária afim em defesa deste humilde subordinado.
Aquilo que mais desejo é afinal continuar a senda daquilo que sempre fiz, poder partir para a derradeira etapa da minha carreira e continuar a cobrir de brio as tarefas que a instituição de mim reclama.
(…)
Errar é humano, não reconhecer o erro é irracional, mas persistir nele é desumano.
O comando que vigora na EPT é no mínimo estranho e esquisito. Sabe que errou, mas imprime continuadamente uma cultura de coercitividade tentando a tudo o custo angariar motivo para suprimir a falha ou endereçá-la a quem dela não tem qualquer culpa ou responsabilidade.
Dotado duma personalidade forte sem dúvida, mas egocêntrica, erigiu uma forma do exercício da acção de comando incapaz de conviver com a superintendência subordinada.
Quem se lhe opõe, parece estar condenado a opor-se à causa-mor ou no limite à organização.
Inspira uma acção ambígua que cria uma bruma que impede a separação entre o pessoal e o institucional. Mistura uma e outra, sem que ambas se relacionem.
Incapaz de abstrair do espírito uma discórdia pessoal ou uma litigância concreta, acabando por viciar a rotina funcional.
A litigância é normal e não deve nunca servir para retaliar ou discriminar só porque se tem o poder funcional do seu lado.
Se a Hierarquia olhasse para os seus actos com o mesmo “rigor” que ele me dispensa, por certo que quem receberia uma nota de culpa não era eu, e, não fosse o “síndrome corporativista” e por certo, a esta hora, quem estaria a contas com o RDM não era o Major Rocha, Meu General, era antes quem deixou à porta de armas da EPT, impedindo de entrar, a Constituição, a Lei 116/97, a Lei 35/04, o Despacho 42/CEME/99, isto para não alongar a lista.
(…)
Meu general, nunca a EPT se viu nesta situação impar.
Sei que formalmente é difícil, muito difícil de comprovar, mas enunciarei dois factos probatórios que falam por si.
Um infeliz militar, cronicamente doente, sentindo a pressão por todos os lados da vida, incluindo a vida do quartel, a escassos anos de passar à reserva, decide por cobro a todos os problemas, pegando numa pistola e fazendo da sua cabeça o alvo.
Nos últimos dois anos, cinco oficiais superiores - Major Castro Henriques, Major Neves, Major Joaquim Coelho, Major António Meireles e Major Armando Mota – com mais de duas décadas de serviço à causa da Escola, optam por nela não ser colocados, optando por iniciar uma vida nova algures, do que regressar à casa-mãe e à família militar.
No mínimo, dá que pensar, Meu General.
A verdade é que o Moral da unidade é péssimo, os militares, especialmente aqueles que servem perto da decisão, são forçados a uma dupla personalidade, rir pela frente e contestar pela retaguarda.
Poder-se-á dizer que a esmagadora maioria sente-se desconfortável, sente-se intutelada, mas a carreira e o medo sentenciam o silêncio. Uma minoria, e apenas para se sentir agraciada, não hesita sequer em praticar actos infames. Estruturalistas ou carreiristas a verdade é que actuam com indignidade perante a peculiar especificidade da condição militar. Aprestam-se e aprontam-se a qualquer fórmula para agradar à torrente, um deles, aliás de alta patente, não enjeitou a possibilidade de cometer perjúrio sob juramento em acção disciplinar, por certo porque a balança pessoal lhe diz que o prato do Major, (e curiosamente o da verdade) e, ainda que por via disso venha a ser punido, é bem mais inductíl e insignificante que o activo de benesses imediatas ou mediatas, ao mesmo tempo que julga ficar bem na fotografia, embora com um negativo ultrajante!
Ainda tentei uma audiência pessoal com o Exm.º General CEME, mas ao que parece a diligência não apenas não saiu da região militar, como ainda, ao que parece, serviu de inspiração para instauração de novo procedimento disciplinar, o terceiro encadeado, neste caso porque o Subordinado, alegadamente, não fez a petição em termos respeitosos, quando se sabe que a lei que o obriga a respeitar é a mesma que lhe confere igualmente respeito no tratamento dado (pelas decisões proferidas) pelos seus Superiores.
Ou será que não?
Alguma hierarquia que ora se sente ofendida pela forma como um subordinado reage à injustiça sofrida, ontem fez vista grossa aos seguintes procedimentos sobre si cometidos:
1. Entrega dum documento oficial FALSIFICADO, sob a presunção de tratar-se de cópia fiel de documento requerido.
2. Ver um Oficial Superior cometer o crime de PERJÚRIO sob juramento.
3. Escancarar informação CLASSIFICADA (minha FAI) num documento que circulou dentro da instituição sem qualquer protecção que a matéria legalmente exigia.
Há mais, meu General, mas fico-me por estes três …para mostrar ao Meu General o que é permitido fazer-se apenas e só para manter de pé uma acusação sobre mim, cujo único delito foi o de contestar uma injustiça e uma ilegalidade sofrida.
(…)
Sabendo como sei que o Meu General me conhece suficientemente para não me anotar qualidades de deslealdade ou grave recalcitrância pessoal ou profissional e, grato pela atenção que me possa dispensar, solicito-lhe – dentro das suas possibilidades – uma intermediaria posição conciliadora e uma atitude dulcificadora perante uma injustiça que a todo o custo quer prevalecer.
Grato pela atenção prestada, mesmo que este se fique pelo desabafo amigo,
Saudações cordiais e tudo de bom para o Meu General assim para toda a Família.
sábado, 1 de novembro de 2008
LEIGAÇÃO MINISTERIAL...!
Mal-estar geral nos quartéis
CARLOS VARELA
Nos quartéis o ambiente está quente, com cortes na saúde, nas carreiras e ainda o espartilho do orçamento. A resposta dos militares limita-se para já a reuniões e debates, mas já se fala em acções de rua.
E há generais a criticar o CEMGFA.
O mal-estar vivido nos quartéis e que veio a público na sequência das declarações do general Loureiro dos Santos teve ontem reflexo no jantar-debate de oficiais que decorreu em Lisboa. O encontro foi organizado pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e o presidente daquela estrutura, coronel de artilharia Alpedrinha Pires, não limitou as preocupações a uma questão de classe e de direitos profissionais: "A vida nas unidades é desastrosa e dramática", estendendo, assim, o mal-estar à falta de verba até para o funcionamento regular das unidades.
Alpedrinha Pires conhece o anunciado reforço do orçamento por parte do Ministério da Defesa (MDN), mas diz que não chega, uma vez que "há unidades onde falta verba para a luz, para a água e para a gestão corrente. As coisas só estão bem em algumas forças ou naquelas que vão ser destacadas para o exterior". E quanto a um maior investimento no reequipamento, "vamos a ver, porque o mais habitual é o desvio de verbas da Lei de Programação Militar".
O mote foi dado pelo general Loureiro dos Santos quando na quarta-feira, no lançamento do seu livro "Como Evitar Golpes de Estado", criticou a passividade do Governo perante a falta de soluções para os principais problemas dos militares do Quadro Permanente das Forças Armadas, as questões da remuneração, da saúde e das pensões. No jantar, no entanto, adiantou acreditar que o MDN tenha vontade política para resolver os problemas, se bem que tenha reafirmado o receio relativamente a atitudes individuais mais preocupantes.
Ontem, o chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), citado pela agência Lusa, veio reconhecer que "há, como certamente em todas as diferentes instâncias do país, problemas e dificuldades e coisas que têm que ser resolvidas", lembrando que vêm de "há dez anos". Mas Valença Pinto também lembrou que é um processo que tem que ser "vivido com absoluta compreensão do quadro geral de dificuldades do país".
As explicações de Valença Pinto não foram bem aceites no jantar de oficiais, mesmo entre os generais. O general Eduardo Silvestre, antigo inspector-geral da Força Aérea, foi categórico: "Se há problemas que se arrastam há 10 anos e se é o próprio CEMGFA que o diz e o reconhece, então o CEMGFA é incapaz de resolver a crise". Também o tenente-coronel Vasco Lourenço mostrava preocupação: "os militares não cortam estradas, mas o Governo não pode continuar a ignorar-nos. Pode haver pessoas que queiram fazer coisas feias".
Entre os sargentos, o ambiente também não é o melhor. "Há problemas de toda a ordem. Têm-nos chegado alguns casos em que chega a não haver verba nem para comprar papel higiénico. São casos pontuais, mas existem", apontou Lima Coelho, presidente da ANS. E quanto aos cortes na saúde e nas carreiras Lima Coelho adiantou que a ANS vai começar a realizar reuniões por todo o país: "A primeira é Viseu, na próxima semana, depois em Braga". E a opção de mais acções de rua é uma das soluções, "claro que vamos estudar essa opção, vamos reunir e decidir o que fazer".
ENTÃO E AGORA? COMO REAGE O GOVERNO A ESTAS E OUTRAS REALIDADES JÁ NÃO MAIS PASSÍVEIS DE SEREM NEGADAS?
Como sempre , o Governo, tem sempre à mão o trunfo para jogar: escamoteando a verdade, e encimado de prepotência semãntica, vem o Secretário da Defesa dizer que a LEGITIMIDADE da situação nas forças armadas está nas chefias e como as chefias não reconhecem problemas então estes não existem, mas... ESTÁ PROFUNDAMENTE ENGANADO E PIOR DO QUE ISSO ESTÁ A SER INTELECTUALMENTE INVERDADEIRO, SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO.
Na verdade, e o que é verdade passe a redundância, é que a legalidade para respresentar as forças armadas está nas mãos (cabeça) da hierarquia, mas isso não significa ter a "legitimidade", especialmente no sentido que o governante lhe quer dar.
Em primeiro lugar porque essa só existiria se os chefes militares fossem ESCOLHIDOS pelos militares; em segundo porque outras entidades que não as chefias, recordo por exemplo as associações militares, têm de igual modo "legalidade" para representar os militares, a corporação que representam e em ultima instância os associados que as quotizam...
Porque ignora esta realidade o Secretário/Governante?
É simples, porque é um demagogo e quer através da demagogia ocultar as questões e iludir os portugueses, como aliás fazem nas outras questões sociais...
É triste...
Agora que os problemas REAIS da caserna estravasaram os muros do quarteis;
Agora que os problemas castrenses são debatidos no ALCATRÃO;
Agora que os protestos são imparáveis;
Agora que até os ex-chefes militares dão voz ao descontentamento;
Agora que o País e os Portugueses conhecem o verdadeiro estado das forças armadas;
Agora que já não se pode tapar o sol com a peneira e não mais se consegue esconder o estado de corrosão a que a moral castrense chegou;
Agora que é conhecido a doença que afecta a IM, excpeto a hierarquia que no seu casulo de regalias e salamaleques ainda tenta negar o inegável;
Agora que o País precisava de uma resposta LÚCIDA, SERENA, RESPONSÁVEL e acima de tudo VERDADEIRA vem o Secretário da Defesa - uma vez mais - do alto da sua impudícia atiçar o tique da legitimidade.
Com se a legitimidade não fosse aquilo que deriva do que é legítimo, autêntico, genuíno, E ISTO É O CONTRÁRIO DA HIERARQUIA MILITAR ACTUAL E DO SEU PENSMAENTO/ACÇÃO.
Uma hierarquia que não age;
Uma hierarquia que vira as costas á tutela;
Uma hierarquia que não cumpre a lei;
Uma hierarquia autista;
Uma hierarquia que refugia os seus actos no secretismo funcional;
Uma hierarquia que não monitoriza as suas próprias responsabilidades e deveres;
Uma hierarquia incapaz de conviver com a superintendência do subordinado: eis entre OUTRAS uma das causas para a epidemia que afectou, quem sabe malignamente, a instituição militar.
CARLOS VARELA
Nos quartéis o ambiente está quente, com cortes na saúde, nas carreiras e ainda o espartilho do orçamento. A resposta dos militares limita-se para já a reuniões e debates, mas já se fala em acções de rua.
E há generais a criticar o CEMGFA.
O mal-estar vivido nos quartéis e que veio a público na sequência das declarações do general Loureiro dos Santos teve ontem reflexo no jantar-debate de oficiais que decorreu em Lisboa. O encontro foi organizado pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e o presidente daquela estrutura, coronel de artilharia Alpedrinha Pires, não limitou as preocupações a uma questão de classe e de direitos profissionais: "A vida nas unidades é desastrosa e dramática", estendendo, assim, o mal-estar à falta de verba até para o funcionamento regular das unidades.
Alpedrinha Pires conhece o anunciado reforço do orçamento por parte do Ministério da Defesa (MDN), mas diz que não chega, uma vez que "há unidades onde falta verba para a luz, para a água e para a gestão corrente. As coisas só estão bem em algumas forças ou naquelas que vão ser destacadas para o exterior". E quanto a um maior investimento no reequipamento, "vamos a ver, porque o mais habitual é o desvio de verbas da Lei de Programação Militar".
O mote foi dado pelo general Loureiro dos Santos quando na quarta-feira, no lançamento do seu livro "Como Evitar Golpes de Estado", criticou a passividade do Governo perante a falta de soluções para os principais problemas dos militares do Quadro Permanente das Forças Armadas, as questões da remuneração, da saúde e das pensões. No jantar, no entanto, adiantou acreditar que o MDN tenha vontade política para resolver os problemas, se bem que tenha reafirmado o receio relativamente a atitudes individuais mais preocupantes.
Ontem, o chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), citado pela agência Lusa, veio reconhecer que "há, como certamente em todas as diferentes instâncias do país, problemas e dificuldades e coisas que têm que ser resolvidas", lembrando que vêm de "há dez anos". Mas Valença Pinto também lembrou que é um processo que tem que ser "vivido com absoluta compreensão do quadro geral de dificuldades do país".
As explicações de Valença Pinto não foram bem aceites no jantar de oficiais, mesmo entre os generais. O general Eduardo Silvestre, antigo inspector-geral da Força Aérea, foi categórico: "Se há problemas que se arrastam há 10 anos e se é o próprio CEMGFA que o diz e o reconhece, então o CEMGFA é incapaz de resolver a crise". Também o tenente-coronel Vasco Lourenço mostrava preocupação: "os militares não cortam estradas, mas o Governo não pode continuar a ignorar-nos. Pode haver pessoas que queiram fazer coisas feias".
Entre os sargentos, o ambiente também não é o melhor. "Há problemas de toda a ordem. Têm-nos chegado alguns casos em que chega a não haver verba nem para comprar papel higiénico. São casos pontuais, mas existem", apontou Lima Coelho, presidente da ANS. E quanto aos cortes na saúde e nas carreiras Lima Coelho adiantou que a ANS vai começar a realizar reuniões por todo o país: "A primeira é Viseu, na próxima semana, depois em Braga". E a opção de mais acções de rua é uma das soluções, "claro que vamos estudar essa opção, vamos reunir e decidir o que fazer".
ENTÃO E AGORA? COMO REAGE O GOVERNO A ESTAS E OUTRAS REALIDADES JÁ NÃO MAIS PASSÍVEIS DE SEREM NEGADAS?
Como sempre , o Governo, tem sempre à mão o trunfo para jogar: escamoteando a verdade, e encimado de prepotência semãntica, vem o Secretário da Defesa dizer que a LEGITIMIDADE da situação nas forças armadas está nas chefias e como as chefias não reconhecem problemas então estes não existem, mas... ESTÁ PROFUNDAMENTE ENGANADO E PIOR DO QUE ISSO ESTÁ A SER INTELECTUALMENTE INVERDADEIRO, SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO.
Na verdade, e o que é verdade passe a redundância, é que a legalidade para respresentar as forças armadas está nas mãos (cabeça) da hierarquia, mas isso não significa ter a "legitimidade", especialmente no sentido que o governante lhe quer dar.
Em primeiro lugar porque essa só existiria se os chefes militares fossem ESCOLHIDOS pelos militares; em segundo porque outras entidades que não as chefias, recordo por exemplo as associações militares, têm de igual modo "legalidade" para representar os militares, a corporação que representam e em ultima instância os associados que as quotizam...
Porque ignora esta realidade o Secretário/Governante?
É simples, porque é um demagogo e quer através da demagogia ocultar as questões e iludir os portugueses, como aliás fazem nas outras questões sociais...
É triste...
Agora que os problemas REAIS da caserna estravasaram os muros do quarteis;
Agora que os problemas castrenses são debatidos no ALCATRÃO;
Agora que os protestos são imparáveis;
Agora que até os ex-chefes militares dão voz ao descontentamento;
Agora que o País e os Portugueses conhecem o verdadeiro estado das forças armadas;
Agora que já não se pode tapar o sol com a peneira e não mais se consegue esconder o estado de corrosão a que a moral castrense chegou;
Agora que é conhecido a doença que afecta a IM, excpeto a hierarquia que no seu casulo de regalias e salamaleques ainda tenta negar o inegável;
Agora que o País precisava de uma resposta LÚCIDA, SERENA, RESPONSÁVEL e acima de tudo VERDADEIRA vem o Secretário da Defesa - uma vez mais - do alto da sua impudícia atiçar o tique da legitimidade.
Com se a legitimidade não fosse aquilo que deriva do que é legítimo, autêntico, genuíno, E ISTO É O CONTRÁRIO DA HIERARQUIA MILITAR ACTUAL E DO SEU PENSMAENTO/ACÇÃO.
Uma hierarquia que não age;
Uma hierarquia que vira as costas á tutela;
Uma hierarquia que não cumpre a lei;
Uma hierarquia autista;
Uma hierarquia que refugia os seus actos no secretismo funcional;
Uma hierarquia que não monitoriza as suas próprias responsabilidades e deveres;
Uma hierarquia incapaz de conviver com a superintendência do subordinado: eis entre OUTRAS uma das causas para a epidemia que afectou, quem sabe malignamente, a instituição militar.
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