quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A ESCRAVIDÃO INTELECTUAL - um post dedicado a uma pessoa em concreto (ela sabe a quem me refiro)

Génesis: “O Homem conhecerá a verdade e a verdade o libertará…”


Os materiais dos quais se pode fazer uma filosofia pessoal de vida derivam tanto da experiência interna quanto da experiência do indivíduo com o ambiente.

A primeira é inata, enquanto a segunda provém, entre outras, do status social, das condições económicas, das oportunidades educacionais, das inclinações morais, das influências institucionais e dos ensinamentos religiosos.

Todos estes factores exógenos são relevantes, porém há dois que devem ser tidos como “factores sobredeterminantes”.

Refiro-me ao “temperamento inerente” e a “inclinação intelectual”.

Ambos indispensáveis para a construção duma realidade castrense, uma filosofia em que um e todos se constrangem na teia hierárquica de relacionamentos e emoções.

É sabido que tudo tem influência na evolução dos padrões pessoais de vida e, definindo a vida como vivência militar, esta pode ser cindida em dois planos: O plano “Material”, isto é a que vivemos literalmente enquanto estamos no ACTIVO e o plano “Moroncial” a que residualmente permanece na memória dos semelhantes e que decorre com a nossa passagem à RESERVA.

Ambos os planos preenchem a nossa filosofia ideacional, mas deve ter-se por certo que esta filosofia só melhorará com a assumpção da condição sem reservas mentais, o aspergir de ideias próprias, ideias estas que somado à vivência experiencial fazem o contraste e a distinção entre o que realmente somos, a nossa identidade única e intransmissível, ao mesmo tempo que nos permite combater a tendência de imitar os semelhantes.

Como ninguém pode ser por nós aquilo que somos, o caminho para a libertação (independência) passa por adquirir e assumir a convicção sublime e profunda que, de dentro da nossa alma, de um modo irresistível, algo nos diz que será errado não acreditar na Verdade por detrás da Aparência Formal – ou dito por outras palavras por detrás do Jogo de Fingimentos.

5 comentários:

fotógrafa disse...

Como sempre, inteiramente de acordo com a explanação das tuas ideias, neste post(se bem que não me diz respeito), e que no fundo pode sim fazer pensar a todos nós...
abraço

Anónimo disse...

É a escravidão intelectual que fabrica o servilismo. Pessoas que, a troco de lantejoulas, se sujeitam a viver atrelados aqueles que detêm o poder, ainda que não os suportem intimamente...

Portaria59 disse...

O blogue ameaçado continua aqui: http://portaria-59.blogspot.com/

Anónimo disse...

"Conhecereis a Verdade e a Verdade Vos libertará", está no Evangelho de S. João, no capítulo 8, versículo 32.
Abraço.

Anónimo disse...

Se é a pessoa que eu penso que é, não deverá ir lá por esses conceitos de ACTIVO e RESERVA. A coisa anda tão promíscua e confusa que já nem ele deve distinguir em que situação está. Eu tb já não distingo, sinceramente. A única coisa que ainda penso distinguir é o que é o BEM e o que é o MAL, esperando não ser atingido pela esquizofrenia do Profeta.

Manuel Ribeiro
A ser assim, penso claramente que o camarada se colou às Forças do Mal.