sábado, 30 de maio de 2009

QUEM DIZ QUE A JUSTIÇA NÃO FUNCIONA?

AFINAL A JUSTIÇA FUNCIONA


Há quem diga, amiudadas vezes, que em Portugal a Justiça não funciona.
Os mais sensíveis alvitram até que em Portugal existem duas justiças: uma para os pobres (anónimos) e outra para os ricos (poderosos)

Pela experiência e pela consciência que – INFELIZMENTE – adquiri “por dentro” sobre a qualidade da Justiça devo TESTEMUNHAR que ambos têm razão e ambos falam a verdade.

Ambas as correntes de opinião estão certas, quer os que dizem que a Justiça não funciona, quer os que dizem que a existem duas Justiças.

Na pele de Queixoso atesto a veracidade de ambas.

Já postei sobre a matéria e renovo a intenção… “há tempos atrás constituí-me assistente para tentar prosseguir uma acusação contra incertos pelo crime de devassa da correspondência pessoal e privada, entretanto mandada arquivar pelo Ministério Público sem que este – embora as circunstâncias o exigissem – tivesse providenciado qualquer diligência para a descoberta da verdade… o processo de inquérito esteve mais de um ano parado – no DIAP de Lisboa – à mercê da douta Maria José Morgado e após este tempo de espera e sem que UMA ÚNICA diligência fosse mandada adoptar, nem mesmo a mais elementar, foi mandado arquivar – COM BASE NA INTUIÇÃO – da procuradora responsável”.

Não satisfeito com a situação decidi constituir-me assistente tendo para tal pago 4 UC (unidades de conta, cerca de 100 euros cada), duas para a figura de assistente e duas para reabertura do processo, entretanto arquivado.

Após uns tempos sou convocado, conjuntamente com o meu causídico, para comparecer no DIAP-Lisboa a fim de participar como assistente no dito Debate Instrutório.

Com 50 anos de vida devo dizer que foi a experiência mais horripilante por que passei. Um autentico circo, um fingimento de justiça, uma folclore formal de bitaites e outras tretas com muita cerimónia e salamaleques à mistura, mas longe do sentimento da verdade e da justiça.
No final a sentença “esperada”: arquive-se… com um brinde para o lesado: custas judiciais

Bardamerda para as custas, antes a prisão que o pagamento voluntário, comentei então.
Isto é um SAQUE: Não darei voluntariamente um cêntimo para esta justiça e para estes mordomos justiceiros

Tenho para mim que o Ministério Público não quer saber da verdade e muito menos da justiça, especialmente para os anónimos…

Recentemente recebi uma “notificação” da Polícia, e após ter contactado o agente vim a saber que era por causa dum mandato do Tribunal, preocupado com os meus bens com o fito de ver estornada as custas que recusei, recuso e recusarei pagar voluntariamente…

Antes preso do que pagar para aquela PALHAÇADA

Quando se vai ao circo paga-se à entrada: FOI O QUE FIZ.

Agora ter de pagar também à SAÍDA: bardamerda, nunca

3 comentários:

Anónimo disse...

Força
Cindy

Manuel Ribeiro disse...

Há diversas formas de justiça amigo... e uma delas é a formal, a dos tribunais. Se acredito nessa justiça, do ministério público, advogados, juizes, etc., não, claro que não. Recorre-se a essa Lei pelo sim pelo não, com alguma esperança, imbuídos que estamos numa sociedade, para a qual contribuimos, tentando a sorte como quem joga no toto-loto, talvez mesmo com mais alguma fé. Não é por acaso que surgiram homens como Guevara, Malcom-X, uns violentos, outros pacíficos, mas quase todos sedentos de justiça, que o sistema não satisfaz.

Anónimo disse...

Existem realmente dois tipos de justiça. Concordo que a tal justiça para os anónimos (pobres), raramente funciona; daí que os descrentes da mesma ponham em prática, algumas vezes, a chamada justiça de Fafe; donde se conclue que se pode estar preso por muito boas razões!...