segunda-feira, 6 de agosto de 2007

SEMÂNTICA PERSECUTÓRIA (cont.21)


ESPECIFICIDADES

O Arguido afirma que existe e vigora no Cais da Ilicitude uma cultura de "INTIMIDAÇÃO PSICOLÓGICA".
Intimidação, prepotência ou outro léxico de sabor similar torna-se necessário utilizar para descrever e diagnosticar o ambiente de "medo" intutelado, de conduta "arrazoada" e outras parangonas da responsabilidade de Mr. Placebo.
O Arguido não teme as palavras embora saiba que nem sempre é fácil constatar a sua materialidade - especialmente num meio onde o silêncio cúmplice é constrangedor e confrangedor - Mas a consciência dum ambiente assim descrito ocorre, em primeiro lugar, e com larga antecedência, no chamado "universo informal".
Na maioria dos casos sentidos, a tomada de consciência nasec, cresce e acaba por morrer na trincheira do informal, particularmente na caserna e nos bares, ambientes propícios ao desenvolvimento dessa actividade, verdadeiros e quiçá únicos territórios de Liberdade.
Aqui (caserna ou bar) o militar sente-se verdadeiramente livre podendo mandar para as calendas gregas o peso da subordinação e o tributo do dever, aqui mesmo o militar descobre possuir "coragem" para dizer - alto e bom som - aquilo que a coacção formal obriga a silenciar.
E, só um coração livre é capaz de brotar a semente da verdade.
Mas sejamos claros, não é só aqui que a coisa é notada.
Nos corredores do Formalismo notam-se salpicos ou reflexos dessa inconveniência (prepotência de Mr. Placebo) ...
(...)
Existem fundadas razões para se sentir no Cais da Ilicitude, no mínimo, um ambiente "esqusito" e "pesado". O que per de si actua como catalizador para comportamentos reactivos também pesados e esquisitos.
Não será preciso grande argumentação nem abundada análise para compreender esta realidade consequente. A teoria dos comportamentos encadeados oferece explicações relevantes: suscita que os comportamentos em cadeia escondem, pelo menos a olho nu, a causa que os desencadeia porque estes decorrem duma causa complexa designada por "factor ractivo".
É nem mais nem menos o fenómeno conhecido por Retroacção: onde uma causa gera um efeito e este por sua vez passa a ser causa de novo efeito e assim sucessivamente.
Mas a verdade é que num ambiente destes quer a motivasção individual, quer a colectiva, quer ainda a confiança começam a afectar o Moral dos militares. Floresce a instabilidade emocional e o passo seguinte é a consequente consternação individual e colectiva, reacção encadeada.
Perante isto Mr.Pacebo reage com a intimidação formal, esquecendo que esta ofusca a LEALDADE e provoca receios nas pessoas que a parir de então comportam-se NÃO numa lógica profissional de verdade, mas ANTES numa lógica de protecção dos valores, interesses e ambições pessoais.
Estes procedimentos passam a constar no Cardápio de Rotinas.
A processualidade, num ápice, fica virada do avesso, o subordinado receoso passa a comportar-se e a proceder de acordo com o seu interesse pessoal, aquilo que interpreta ser o melhor para si e daqui sintoniza o modo de se relacionar com o Subordinante ampliando aquilo que lhe dá encómios e sonegando o que lhe dá passivo. A lei a norma e o regulamento são mandados para a lixeira e agora o que importa é estar do lado "DE QUEM MANDA", sentir-se seguro .
E o pior é que em consequência desta nova rotina, quem assim não se comporta 8isto é quem continua a por os interesses da Instituição à frente dos seus) é que fica em anomia e é notado e apontado como Recalcitrante: EIS A MINHA SITUAÇÃO.
Mas sejamos claros, tudo fica invertido: a verdade definha-se, o Estatuto passa a desempenhar as funções de bibelot.
A rotina absorve a psicose da desconfiança e os mais elementares deveres e direitos estututários começam a ser "NATURALMENTE" desprezados. A consciência crítica desaparece, a criatividade individual é castrada e tudo parece ficar alienado - à ilharga do espírito da lei começa-se a edificar uma espécie de fingimento, um fast-food de comportamentos reprimidos.
(...)

Até já.



2 comentários:

fotógrafa disse...

é verdade...quem se rege pelas normas e verdades...é apontado.
A sociedade dá valor a quem finge a quem como os carneiros, segue o rebanho, mesmo que o pastor seja ditador e castrador...
a maioria, não consegue pensar e agir dentro do que sente e pensa...tem medo e acobarda-se...
quem não haje assim e pensa doutra maneira, é a tal maçã podre dentro da cesta de maçãs sadias(?) que tem que ser retirada e mandada para o lixo...
vou passando por aqui

Paulo Carvalho disse...

Caro major

Toda a solidariedade. Já fiz um "post" acerca deste, seu, blogue.

http://povileu.blogspot.com/2007/08/verdade-incomoda.html