
O CÚMULO DA SAPIÊNCIA DISCIPLINAR
Mr. Placebo, após o Arguido ter reclamado da Avaliação sofrida, decide mandar instaurar um Processo de Averiguações, ao arrepio da lei, pois o autor e os factos eram conhecidos e portanto deveria partir logo para um Procedimento Disciplinar (o que acabou fazendo após o PA).
Este processo com mais de 80 páginas acabou pasme-se ARQUIVADO. Aliás como TODOS os outros pois tal como estes foi utilizado em nítido e contrastante “abuso de poder” com o fito de perturbar o espírito daquele que se lhe opunha.
Mas na sua sapiente decisão à reclamação apresentada Mr. Placebo mostrou dotes que nunca ninguém suponha que tivesse: NOSTRADAMUS sentir-se-ia pequeno.
O Arguido, como atrás disse reclamou, e não é que a decisão de Mr. Placebo ASSENTOU nos léxicos e nos factos que o Arguido (à posteriori) confirmou. Isto significa que Mr. Placebo quando tomou a decisão inicial SABIA que o Arguido viria a confirmar alguns pressupostos.
(…)
A verdade é bem diferente: de facto ele não sabia nada disso, ainda que o soubesse não poderia evocar essa condição “adivinha” por ser ilegal ou infundada. A verdade tem um dolo mais pujante: ele disse isso porque não sabe dizer outra coisa, é incapaz de produzir um acto administrativo á luz da lei e (como se julga infalível) diz o que lhe vem à cabeça e ponto final.
(…)
Vejamos
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A fundamentação que no espírito de Mr. Placebo residia aquando da avaliação original, DEVERIA SER a mesma – integralmente – para sustentar a posterior reclamação; de outro modo não faz sentido: MANTENDO A DECISÃO, MATÉM OS FUNDAMENTOS QUE A SUSTEVE E PONTO FINAL PARÁGRAFO.
Porém, Mr. Placebo é Mr. Placebo: o infalível.
E se o Arguido não tivesse reconhecido aquilo que Mr. Placebo captou para “fundar” a nova decisão, por certo que tal significa que inicialmente e originalmente ele não detinha nada para sustentar a sua decisão.
Ou pior do que isso.
Imagine-se a seguinte abstracção.
Imagine-se que aquuilo que o Arguido (e como se sabe só ele sabia se o iria dizer ou não) não era dito, ou tendo sido dito não era verdade?
O que acontecia é que dada a fundamentação apresentada aquilo que teria sido uma mentira passaria, por força da argumentação apresentada, a ser uma VERDADE formal.
Ora isto é uma incongruência absurda.
Só acessível a um espírito maculado de intolerância, UM ESPÍRITO QUE VÊ O SUBORDINADO COMO SE ESTE NÃO PASSASSE DUMA RESIGNAÇÃO INSIGNIFICANTE.
Ao oferecer esta frágil, volátil, indomável, não pessoal e não exclusiva condição (QUE SÓ À POSTERIOR OCORREU) Mr. Placebo revelou a natureza da fundamentação pensada na origem: FALSIDADE.
(…)
A honestaidade pessoal e a lealdade funcional manda o Arguido continuar a afirmar aquilo que (sempre) disse na Reclamação, MAS O PESO DA EVIDÊNCIA OBRIGA-O A REPLICAR QUE MR. PLACEBO RETIROU-AS DO CONTEXTO COM O FITO DE ANGARIAR VANTAGENS TERRITORIAIS.
Assim, quando o Arguido vê Mr. Placebo fundamentar a totalidade da improcedência ECOANDO as suas alegações (feitas à posteriori e tomadas como verídicas), permite-se aquilatar da ISENÇÃO, PARIDADE E JUSTEZA PARA JULGAR de alguém a quem foi conferido autoridade para tal.
(…)
Claro que a Pátria agradecida vai levá-lo a GENERAL. Em breve é mais um dos jubilados do reino.
Até já.
1 comentário:
Caro major
Eu que não cumpri o Serviço Militar Obrigatório, por ser míope, tenho pena, muita pena mesmo, por não o ter feito. Ainda fui várias vezes ao hospital militar de Coimbra, para ver se podia ser integrado, até cheguei a escolher a Força Aérea, caso me aprovassem. Mas, infelizmente, não fui.
Ao contrário de alguns, que pensam que para se ser homem, ou mais homem, o Serviço Militar é condição sine qua nom, penso que para se atingir tal condição é tão só preciso uma condição: não vender a "alma ao Diabo".
Eu, que tenho filhos, com 15 e 11 anos de idade, gostaria que um dia eles também sentissem o orgulho, que por certo, os seus filhos sentem por terem um pai como o meu caro major: português por inteiro.
Um abraço
Paulo
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