
ADMOESTAÇÃO OU INCOMPETÊNCIA
Um dia, na esteira da perseguição cega, Mr. Placebo decidi admoestar-me ( amim, Arguido) por me recusar a tomar as refeições na sua “companhia” (isto é, no espaço reservado aos oficiais superiores).
Na altura, e porque não compreendi inteiramente o alcance, até porque se fazia acompanhar com Visitas (o que releva para uma indelicadeza inqualificável: REPREENDER UM SUBORDINADO NA PRESENÇA DE VISITAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)…
Adiante.
A SENSIBILIDADE DA QUESTÃO, ASSIM COMO O TUTANO DE VERDADE LEVOU-ME A REAGIR NA MEDIDA DA AGRESSÃO.
E assim escrevi superirormente (NUM RECURSO HIRARQUICO): “ainda que tenha de perder a vergonha, a forma como tal lhe foi determinado constitui UM VERDADEIRO EXEMPLO DE CONTRASTE E DE VIOLAÇÃO DOS MAIS ELEMENTARES DEVERES MILITARES E ÉTICOS. Não pretendo estender o assunto mas informo que o (…) teve para comigo o “zelo” de me observar à distância, em público e na presença de visitas. E, posteriormente, quando lhe pedi um momento de confidencialidade para lhe explicar das “minhas razões” (algumas íntimas e outras do foro clínico) este não apenas manteve a IMPOSIÇÃO como ainda a subjugou a uma velada “AMEAÇA”, prestando-se a oferecer-me um exemplar do Código do Procedimento Administrativo.
Dá a sua palavra de honra que o que acabou de dizer é integralmente verdadeiro.
(…)
Para encerrar o tema e especialmente para não deixar turvar o espírito do Oficial Instrutor vai acrescentar mais algumas considerações.
Com efeito, do antecedente almoçava junto dos seus amigos mais próximos, independentemente da patente que ostentam.
O almoço é por excelência um momento de convívio.
E de prazer.
Nunca o anterior Comandante lhe dissera nada sobre tal conduta: pelo contrário deu consentimento tácito e posteriormente (quando por prescrição do Psiquiatra) ofereceu assentimento express dizendo (sic): NÃO HÁ PROBLEMAS ALMOCE ONDE SE SENTIR BEM…
Se mais não houvesse, só isto fazia ruir a afirmação condenatória que se “recusava” a almoçar mna mesa dos…
Com comandantes assim, e com a utilização dum Sistema de Avaliação retrógrado e caudilhesco, o mais certo é qualquer dia seremos apreciados “pelo facto de fumar ou não fumar, de ler o jornal ou não, da simpatia clubística, enfim de tudo o que a Tutela quiser…
(…)
Até já
3 comentários:
Cheguei aqui pela mão de "Portual Profundo".
Já li alguns (vários) artigos, mas hei-de lê-los todos.
Um abraço
Sim... efectivamente a Verdade nunca prescreve.
Verdade... é para sempre...
Vale mais viver bem com a nossa consciência, do que de bem com o mundo.
Um abraço solidário
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