quarta-feira, 22 de agosto de 2007

SEMÂNTICA PERSECUTÓRIA (cont. 37)

UM TIRO NO PÉ?...

Como sabem, a Semântica Persecutória ocorreu no biénio de comando de Mr. Placebo, cujo vórtice ocorreu em 2005.

Enquanto isso ocorria convido-vos a ver a LATA e o DESPUDOR da conduta da mesma Hierarquia …

(…)

Permitam-me antes disso, e para que não venha a esquecer, que deixe ficar um reparo de estupefacção: “Eu, QUE ATÉ SOU DA TRIBO MILITAR, pensava, e afirmo-o com toda a (genuína) sinceridade e (imperdoável) inocência, que os Gabinetes de Assessoria Jurídica espalhados pelos Diversos Escalões da Hierarquia (guarnecidos por Advogados militares e/ou civis), que como se sabe são CUSTEADOS pelo erário público, desenvolviam a sua actividade com o fito de defender a Instituição Militar e o seu Interesse Legal e Legítimo!

Porém, dada a experiência recente, vim a descobrir a Verdade Escondida por detrás destes Instrumentos Jurídicos (repito, pagos pelo erário público): não gastam um segundo a servir a Instituição mas antes perdem tempo, dinheiro e oportunidade a guardar e salvaguardar o “interesse” da Hierarquia que como se sabe e é bom de ver é coisa “MORAL E MATERIALMENTE” diferente.

Alguns destes Doutos Assessores prestam-se a um “trabalho sujo” – SIM NÃO RECEIO O EMPREGO DA PALAVRA POIS FALO COM CONSCIÊNCIA DE CAUSA –, prestam “assessoria” (ainda que subtilmente) em primeira instância a uma das partes na lide e, seguidamente, prestam "assessoria" à Entidade que vai dirimir a lide…Ah! Ah!Ah! - HAJA VERGONHA.

ASSIM SE FAZ A JUSTIÇA CASTRENSE.

ASSIM SE GARANTE O DIREITO À DEFESA.

Imagine o leitor que num Tribunal o defensor de uma das partes: acusação ou defesa, iria posteriormente concertar com o Juíz o sentido da decisão…!

É algo de inimaginável.

Nem o histórico Juiz Beans foi tão faccioso.

Dá para rir mas incomoda-me.

Assim como incomoda quem se sente com a coluna vertebral erecta.

Assim como incomoda o Soberano que paga.

Assim como incomoda ou DEVERIA incomodar a Ética Militar, isto dado tratar-se dum causídico com patente.

E especialmente incomoda ou DEVERIA incomodar a Deontologia Profissional: por certo consagrada no Estatuto do Advogado.

Talvez um dia Alguém da Ordem dos Advogados repare neste blog, quem sabe?

(…)

Dito isto, voltemos ao raciocínio do dia.

Agora veja a conduta da Hierarquia, neste caso de Mr. Parcialíssimo, dizia eu antes da “observação pertinente”.

Como já sabem esta Altamente Altíssima Entidade homologou a barbárie que sobre mim – O Arguido – foi produzida por Mr. Placebo, NEGANDO-ME o direito a beneficiar do Estatuto do Trabalhador Estudante, VIOLANDO ASSIM UM DIREITO CONSTITUCIONAL e, consequentemente, obrigando-me a renunciar ao curso que então frequentava.

Reafirmo que então pretendia valorizar-me na vertente Pessoal mas, e paradoxalmente, na vertente ProfisSional, pois adito que cursava “CIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO” que como é bom de ver trata duma área do saber com grande aplicabilidade na organização castrense.

Nessa altura, enquanto caminhava por campos minados, sujeito a emboscadas e alvo duma inqualificável perseguição profissional vejo, num certo dia, Mr. Parcialíssimo – SEM PUDOR NEM SENSIBILIDADE – decidir o seguinte, e passo a citar:

OS MILITARES QUE FREQUENTEM QUALQUER CURSO DE NATUREZA CIVIL QUE CONFIRA GRAU ACADÉMICO DE LICENCIADO, FREQUENTADO POR INICIATIVA DO MILITAR, PODEM VIR A MERECER UMA VALORIZAÇÃO NO MÉRITO PESSOAL”.

(…)

Nem queria acreditar no que via , lia e interpretava.

Curso civil por iniciativa do militar, como?

Murmurei para com os meus botões, como podem os militares estudar por iniciativa se tal lhes é formalmente negado?

Será que o podem fazer na “clandestinidade”?

(…)

Obviamente que, e como não podia deixar de ser, reagi instantaneamente a tão/tal grave afronta:

“… dado que o Despacho 220, em determinadas circunstâncias, prevê a aplicação e consideração, no âmbito do Regulamento de Avaliação de Mérito, dos cursos e NATUREZA CIVIL que confiram grau académico de licenciado, frequentado por iniciativa dos militares, e dado que tal prerrogativa “abonatória” materializa uma desigualdade efectiva, POIS O SIGNATÁRIO FOI COMPELIDO A INTERROMPER O CURSO, DESSE GÉNERO E GRAU, QUE, POR SUA INCIATIVA, CUMULADA COM A CONCORDÂNCIA FORMAL E SUBSTANTIVA DO EXÉRCITO, VINHA FREQUENTANDO, requer a revisão da medida”.

(…)

Resposta:

SIILLÊÊNNCCIIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO...

A lei prevê o Silêncio sob o expresso pretexto que tal constitui um privilégio do administrado: pois bem tal direito legal está a ser usurpadamente utilizado por certa hierarquia para se “borrifar” para o administrado, obrigando-o a apelar para o contencioso para ver (caso queira) dirimido algo que territorialmente pertence ao foro interno.

Inadmissível, sem dúvida.

Até já

4 comentários:

Paulo disse...

Um blogue interessante!
Abraço
Paulo*

* Leitor permanente.

fotógrafa disse...

Olha, para mim, isto de CURSOS DE NATUREZA CIVIL...é conversa mole...então há portugueses de 1ª e de 2ª??? então os militares, não são portugueses iguais aos outros? na sua essência, não somos todos filhos da mesma nação???
O estudo e a capacidade de progredir na vida, não é comum a todos os portugueses, estando eles integrados nas diferentes FA, ou não???
acho que é mesmo achincalhar com homens e mulheres, que resolveram tomar por profissão, o estar ao dispôr da sociedade portuguesa, por isso mesmo até deviam ter um pouco mais de atenção, e deixar para trás esses decretos todos,que só deixam a vida dessas pessoas atravancadas e ao sabor de quem...lá porque não têm mais interesses senão olhar á volta do seu umbigo,tentar impôr as suas DESONESTAS VONTADES....
quanto mais leio esta saga, mais me parece, que nalguns cais da ilicitude...andam muitos barcos á deriva, em águas muito turvas....
irei passando

Manuel Ribeiro disse...

DE facto é muito engrassado este assunto. Suponho que o Sr. General, obviamente, se refira aos militares académicos que, para além daslicenciaturas conferidas pela Academia Militar, se resolvam ainda meter noutras vertentes, algumas até interessantes.
Mas o que penso que na realidade acontece é que se trata de formações que só servem para o indivíduo, principalmente para a sua ascensão na carreira, sem a intenção de servir para o Exército. Entretanto, como isto é feito num âmbito corporativista, argumenta-se que é de interessa da organização e o privilegiado militar lá vai passear os livros, ficando os outros a fazer o trabalho dele no quartel...

Manuel Ribeiro disse...

engraçado... digo