
“EU PINTAVA A CARA DE PRETO…”, diz Mr. Placebo em plena Parada durante uma Formatura Geral dirigindo-se aos seus subordinados.
O fito era dissuadir os (Seus) Soldados de concorrer para a Guarda Nacional Republicana.
Eis mais um (ab)surdo produzido por Mr. Placebo.
É claro que no seu pensamento não existia um pingo de preocupação para com os homens e mulheres que comandava; antes preocupava-o o “bom nome” e o "prestígio" da Unidade que assim se via notada nas estatísticas e nos relatórios oficiais.
Em rigor, e tratando-se de quem se trta, até nem era o prestígio da Unidade que estava em causa, era tão só o “PRESTÍGIO PESSOAL” de Mr. Placebo. Sentia que a estatística de reprovações alvejava a “sua” unidade e o SEU PRESTÍGIO de líder, e especialmente a sua ambição pessoal. E, como a coisa projectava reflexos “
O direito de concorrer à GNR ou a qualquer outro concurso é algo de pessoal e incoativo; cada homem e cada mulher é que SABE E PONDERA, REFLECTE E FIXA o momento e as condições em que o deve (ou não) fazer: ponto final parágrafo.
Mas Mr. Placebo, por razões de umbigo, achava-se no direito de “mandar” na vida pessoal dos outros.
No alto da sua imponente e imaculada posição de infalibilidade, acha que os militares (QUE POR ACASO SERVEM SOB AS SUAS ORDENS) só devem DECIDIR por concorrer à G.N.R. caso cumpram um pressuposto que ele próprio lhes fixara: SAIBAM ANTECIPADAMENTE QUE VÃO PASSAR NOS TESTES. E como ninguém sabe ou pode saber o que o futuro lhe reserva, designadamente se no dia da prova não vai estar inapto física ou psicologicamente, se vai sofrer uma "caímbra" física ou psicológica, enfim se não vai estar “em dia não” então é óbvio que este seu “conselho” aparece não num sentido propedêutico mas antes como uma clara, e inequívoca, intimidação.
À qual enfeitou com um “decoro” racista.
O eco das suas palavras dizia: eu próprio “pintava a cara de preto” se ousasse concorrer para a GNR sem previamente saber que obteria aproveitamento: …Ah! Ah! Ah!
Eis quem é e ponto final.
Enquanto o seu "interesse pessoal" o instiga a dizer o que disse, o Dever Militar mandava-o fazer exactamente o contrário, isto é ajudá-los, apoiá-los, tutelá-los e, dada a circunstância, deveria fazer ou mandar fazer um "diagnóstico" afim de encontrar a causa do problema e depois, bem depois, deveria dotar a Unidade com os respectivos instrumentos de apoio.
Foi por estas e por outras - e isto não foi impunemente - que Mr. Placebo recebe o Cais da Ilicitude com mais de 700 soldados e quando o deixou restavam pouco mais de duas centenas.
Pudera, usou-os e espremeu-os até ao tutano tudo para angariar encómio superior.
Mal um superior formulava uma necessidade logo Mr.Placebo se aprontava a solucioná-la. Os rapazes e raparigas é que sofriam na pele: eram escalados quase dia sim dia a não para os diversos serviços e "arranjos" que ele concebia.
O fim não podia ser outro: a desistência.
Semanalmente espoliavam às dezenas.
Mas volto à história para sublinhar dois factos a ela subjacentes:
UM – na formatura encontravam-se enquadrados pelo menos 12 militares com pele negra.
DOIS – um oficial que nesse dia estava a fazer a apresentação na Unidade desabafa com o Arguido “isto é assim?!”, “será que ouvi bem?!”.
Respondi: SIM ouviste bem mas não te assustes porque isto é apenas um infinitésimo daquilo que vais encontrar….
Para Mr. Placebo só um objectivo contava: SER JUBILADO.
I.I. - infelizmente e imerecidamente - não tardará a consegui-lo...!
Até já
1 comentário:
Boa noite...
depois de ler mais este episódio, só tenho a escrever o seguinte:
"Mr.Placebo, afinal não é mais nada, senão um "ESCROQUE"!!!!!
Olha não vejo outro rótulo que lhe cole senão este!!!
Até dá agonia e vómitos, estar na presença de semelhante personagem....
Tenho imenso respeito por quem tem que enfrentá-lo dia a dia!!!
...mas vou continuar a ler a semântica persecutória,... sempre quero ver onde chegam os tentáculos desta trama...
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