sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A FACE OCULTA

Os ardinas do burgo não se cansam de trazer a ultima nova (velha!) notícia sobre corrupção em Portugal; agora envolvendo os mesmos de sempre (“históricos” do poder, ex-governantes).
A dimensão deste iníquo fenómeno atingiu proporções desproporcionadas.
Todos conhecemos a causa: cultura da impunidade e da irresponsabilidade.
Tudo porque os caboucos do regime parido na revolução de Abril foram a irresponsabilidade e a impunidade, e estas enteadas enraizaram-se no poder e no caldo social e depois, claro naturalmente e como cogumelos, começaram a nascer os “misteriosos “ prenhes de irresponsabilidade e de impunidade, vejamos: a novela do desaparecimento de Madeleine McCann, o infindável caso Casa Pia, o caso Portucale, a Operação Furacão, a compra dos submarinos; as escutas ao Presidente da República, o caso da Universidade Independente, o caso da Universidade Moderna, o Apito Dourado e a corrupção na arbitragem, a corrupção nas autarquias (De Fátima Felgueiras, a Isaltino Morais, passando pelo Valentim Loureiro, Ferreira Torres e o caso Braga parques), as denuncias de Catalina Pestana a esvaírem-se pelo ralo da indiferença, as de João Cravinho idem aspas, os doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida, a espantosa sentença do miúdo electrocutado no semáforo em Lisboa, as crianças assassinadas na Madeira, o mistério dos crimes imputados ao padre Frederico, o mistério do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal, as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo. Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos, os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran, os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, o mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha, aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência, um sem fim de enigmas à portuguesa, onde no topo podemos colocar o ASSASSINATO do primeiro-ministro (SÁ CARNEIRO)

Onde estão os responsáveis por inquirir, acusar, julgar, sentenciar e condenar?
Os portugueses sabem que – hoje - em Portugal só é condenado o desgraçado do “Zé Ninguém” apanhado com o carro mal estacionado.
Assim como … em Portugal já “SÓ HÁ UM SÍTIO” onde não há (ainda) corrupção, sabem onde?
- ONDE AINDA NÃO FOI DESCOBERTA

1 comentário:

Anónimo disse...

Pois é... tudo o que escreveu é tal e qual. Temos sido iludidos que existe Justiça em Portugal fruto de notícias, e comunicados, e declarações sobre os assuntos que mencionou, mas se deixarmos a poeira assentar veremos então que afinal a Justiça... não há! Pois no final os corruptos e os corruptores, acabam por ser empossados de algo, ou nomeados para algum tipo de cargo, e claro está, pagos com o dinheiro do "Tó" (leia-se Zé Povinho Português), em vez de serem devidamente punidos em Tribunal pelo crime de corrupção (se é que é crime em Portugal!!!)... E só um santinho, cego surdo e mudo, com asinhas e auréola e tudo o resto, é que ainda acredita que em Portugal existe Justiça! Existe sim é castigo para o "Tó" que é tão miserável que não tem maneira de comprar a Justiça!