segunda-feira, 13 de agosto de 2007

SEMÂNTICA PERSECUTÓRIA (cont. 28)


HIERARQUISMO E ASSOCIATIVISMO: EQUÍVOCO OU CIÚME

A única associação de que sou filiado é a Ordem dos Engenheiros”, diz Mr. Placebo num discurso publico, hostilizante para as associações militares e intimidador para os subordinados.

Efectivamente seria uma afirmação apenas com valor residual não fora tratar-se de Mr. Placebo que, uma vez mais, decide mostrar publicamente a colorização do seu doentio e prepotente espírito.

Confesso que na altura, apesar de ter sido apanhado de surpresa, ainda esbocei uma reacção propedêutica: estendi o braço direito segurando o cartão de filiado para dizer - “Desculpe discordar Meu ( …), como sabe, sou com orgulho associado da AOFA, e infelizmente a esta associação, apesar de ter requerido formalmente tal propósito, foi negado e vedado o acesso aos Quartéis - AO CONTRÁRIO DE OUTRAS QUE INCLUSIVAMENTE SÃO RECEBIDAS COM HONRAS QUASE PROTOCOLARES –“. “Mas meu (…) há implicitamente algo de equívoco nesta conduta discriminatória sobre a AOFA, é que legalmente esta está incumbida de “ser ouvida sobre as questões do estatuto profissional, remuneratório e social dos seus associados” e de “promover actividades e editar publicações sobre matérias associativas, deontológicas e sócio-profissionais e isto não se compadece com uma atitude hostilizante que, em última análise, significa uma limitação (para não dizer violação) ao Dever de Tutela que recai sobre todos os subordinados, sejam ou não associados desta”.

(…)

A dialéctica ficou-se por aqui, porque dos presentes mais ninguém era capaz de confrontar Mr. Placebo e quem o poderia fazer não estava presente.

(…)

Mas a coisa merece um comentário actualizado.

Se o legislador reconhece às Associações de militares capa­cidade para “a representação institucional dos seus associados, com carácter assistencial, deontológico e sócio-profissional”, não cabe neste direito – PORQUE AFINAL TRATA-SE DUM DIREITO CONSAGRADO - o reconhecimento implícito ou explícito duma resistência - permanente -, por parte da Hierarquia ainda que julgada (ou sentida) preterida.

É aqui que poderemos encontrar a causa para o coro, sistemático, de interpretações sobre a (i)legalidade da convocação e ou presença de militares em acções do foro associativo. O problema – bem identificado aliás – é de incompatibilidade (por equívoco ou ciúme) entre a velha Autoridade Formal (de cariz medieval) e os novos e modernos desafios.

A Instituição também deve mudar por aqui: COISA DE QUE NUNCA SE FALA.

O conceito de comando não é imutável.

A representatividade exclusiva dos Chefes Militares faleceu no dia do funeral da Conscrição Constitucional.

A substituição da conscrição pela “profissionalização” forçou (devia ter forçado) os critérios e o regime da autoridade: antes pragmática, calcetada nos Princípios e Valores; hoje sensível a uma Realidade Associativa, moderna, participativa, pois quer se queira quer não – Mr. Placebo recusa aceitar tal facto – houve uma “transferência” legal de representatividade.

A Hierarquia, agarrada à velha fórmula de comando, não soube (não quis) preparar o ambiente formativo para responder às linhas da mudança.

(…)

Quanto muito a AOFA representa os associados, não representa o universo dos oficiais…”, retorquiu Mr. Placebo.

Literalmente não posso dele discordar.

É uma verdade de La Palice que se aplica igualmente à Ordem dos Engenheiros.

Mas ainda tentei “recompor” as coisas dizendo que “muito bem, representam os associados, mas como poderão promover as actividades sociais e acções de divulgação com este clima de hostilidade? Porque podem algumas outras associações entrar à Porta de Armas dos Quartéis enquanto a outras é vedado o acesso?

(…)

Na verdade, e dado o ambiente generalizado de lassidão e falta de contraditório que vigora Neste País Dito Democrático o dilema que se coloca aos cidadãos (sem excluir os militares) é o de aceitar a representatividade ordinária (normalmente cúmplice com o poder político) ou o caminho da conduta ruidosa, do espúrio comportamental do protesto virulento: PELOS VISTOS ESTA ULTIMA VIA TEM-SE TORNADO NA ÚNICA VOZ AUDÍVEL INFELIZMENTE.

(…)

Com esta incoativa conduta (e género de pensamento) Mr. Placebo, “hostilizando papel das associações e impedindo-as de aceder directamente aos seus associados”, ao COARCTAR a alternativa, deu força e pôs a nú a única escolha possível: o protesto pela via do ruído.

Até já.

6 comentários:

A Sonhadora disse...

Mr.Placebo,(e não só...infelizmente) não sabe dialogar,como sabe que não tem razão,tenta impôr as suas "verdades"pela força do ruido...talvez para aplacar a consciência(se é que a tem...)
Todos os fracos de caracter agem assim...
pelo ruido...doutra maneira, não conseguem sequer, argumentar..
Vou passando, e lendo

Manuel Ribeiro disse...

Coisa curiosa... pq será que Mr Placebo repudia o associativismo militar (a não ser o comprometido com o regime...) e se apregoa de pertencer à Ordem dos Engenheiros?... Como é que ele consegue sustentar tamanho disparate?
Desde logo, acredito mais depressa na autenticidade da engenharia do Sócrates do que na dele... em que Universidade terá Mr Placebo feito a licenciatura em Engenharia???
De qualquer modo, como ele conta ser general, ou seja estar no outro lado da barricada, não quer nada com as verdadeiras associações... tem alguma lógica.
Mas será que nessa reunião, chamemos-lhe assim, só o Viriato era membro da AOFA?

fotógrafa disse...

kekekeke....Mr.Placebo, pertence á categoria dos doutoures e engenheiros...que ostentam o titulo,pensando que assim têm a admiração do povo (que seja parolo!)...kekeke...só os saloios,exibem os titulos, um homem para ser sapiente e com caracter,não tem que fazer exibição dos seus diplomas...mesmo que os tenha.
Sendo assim, Mr.Placebo,terá que dizer que é "comandantiii engenheroooo...!!!"kekekeke....
Major, com um personagem desta espécie...não tenha duvida, que será dificil conseguir que o seu ponto de vista, seja realmente aceite,pelas normas dessa amostra que se diz COMANDANTE...
é realmente malhar em ferro frio, mas não desista,porque viver bem com a nossa consciência, é muito melhor, do que viver de bem com o mundo.
Faça ouvir os seus direitos (e dos seus camaradas)...mesmo que a voz lhe doa...
a nossa terra,precisa de gente que não tenha medo e que não baixe a cabeça,quando as injustiças surgem.
Um abraço

fotógrafa disse...

rectifico, doutores

José António Borges da Rocha disse...

O Anacoreta disse...
Mas será que nessa reunião, chamemos-lhe assim, só o Viriato era membro da AOFA?

INFELIZMENTE TENHO DE ACRESCENTAR QUE NESSA REUNIÃO ESTAVA PRESENTE - PELO MENOS - MAIS UM SÓCIO QUE, CURIOSAMENTE (!), PERTENCE AO CORPO DIRECTIVO DA ASSOCALÃO.

Digo infelizmente é claro porque tendo as responsabilidades que tem, assistiu e ouviu e... CALOU. Quando deveria ter sido o primeiro a falar.
Curiosamente no blog não o disse (mas então o Viriato antes de dizer o que disse, começou por dizer "há aqui quem o possa dizer com mais veemência e propriedade (querendo exactamente insitar o dito cujo a falar)

Quanto à qualidade da licenciatura: NEM ME ATREVO A COMENTAR... TRATA-SE DUMA LICENCIATURA AUFERIDA NA UNIVERSIDADE MILITAR cujo ensino e currículo ainda hoje não é propriamente reconhecido !)

Obrigado pela pela perspicácia amigo Anacoreta.

José António Borges da Rocha disse...

O Anacoreta disse...
Mas será que nessa reunião, chamemos-lhe assim, só o Viriato era membro da AOFA?

INFELIZMENTE TENHO DE ACRESCENTAR QUE NESSA REUNIÃO ESTAVA PRESENTE - PELO MENOS - MAIS UM SÓCIO QUE, CURIOSAMENTE (!), PERTENCE AO CORPO DIRECTIVO DA ASSOCALÃO.

Digo infelizmente é claro porque tendo as responsabilidades que tem, assistiu e ouviu e... CALOU. Quando deveria ter sido o primeiro a falar.
Curiosamente no blog não o disse (mas então o Viriato antes de dizer o que disse, começou por dizer "há aqui quem o possa dizer com mais veemência e propriedade (querendo exactamente insitar o dito cujo a falar)

Quanto à qualidade da licenciatura: NEM ME ATREVO A COMENTAR... TRATA-SE DUMA LICENCIATURA AUFERIDA NA UNIVERSIDADE MILITAR cujo ensino e currículo ainda hoje não é propriamente reconhecido !)

Obrigado pela pela perspicácia amigo Anacoreta.