quarta-feira, 29 de agosto de 2007

SEMÂNTICA PERSECUTÓRIA (cont 42)


A LEI DE MR. PLACEBO


Antes de entrarmos no presente Post convém “encerrar” o último onde havia deixado no ar uma questão – lembram-se? – eu repito: sabe dizer-me qual o Direito elencado para os militares que surge em primeiro lugar?

A resposta é “Direitos, Liberdades e Garantias”, isto é “o militar goza de todos os direitos, liberdades e garantias reconhecidos aos demais cidadãos, estando o exercício de alguns desses direitos sujeitos às restrições constitucionalmente previstas”.

Nem mais nem menos.

Agora digam se não tenho razão, se cotejamos este Primeiro Direito com o também Primeiro Dever vejam bem como fica a situação para o subordinado: Um PARAÍSO. Se a lei fosse cumprida a TODO estava garantida uma dupla PROTECÇÃO; por um lado, a que advém da consagração do primeiro direito elencado (que é exactamente o que está garantido para os demais cidadãos, excepto as restrições previstas na constituição) e, por outro lado, a que advém do primeiro dever que obriga o Subordinante a Tutelar os seus interesse, anseios e preocupações.

Se a sintaxe normativa protege o subordinado, qual a razão para a prática ostentar o contrário?

Porque a hierarquia dominada pela Irmandade dos Placebos - aqueles que sugam os cargos em proveito próprio e “cagam-se” para o subordinado, usando-o como o médico usa bisturi, para logo depois tal como com o bisturi ser deitado ao lixo.

Impunemente, distorcem a seu bel prazer, sem superintendência nem sindicância de nenhuma Autoridade, a orientação e a ordenação que a lei define. Podem fazer a cagada que quiserem que ninguém os pune. São semi-divinos para não exagerar fico-me pelo "semi" porque de facto há um diferença objectiva entre um General Português e Deus é que Este nunca "é Visto".

Fazem atropelos do "outo mundo": confundem “deveres, liberdades e garantias” com o “interesse” pessoal e vai daí não se deixa aplicar uma lei que evoca um direito (lei 116/97 e o direito à cultura) porque segundo eles isto colide com o dever de disponibilidade?

Uma asneira. Uma mentira. Uma azelhice. Uma anedota. Uma prepotência.Uma incompetência e...

Em caso algum o dever de disponibilidade se desencontra ou desentende com um Direito, Liberdade ou Garantia, e é simples de confirmar basta olhar o post precedente, para logo ver com quem é que o dever de disponibilidade se pode eventualmente desencontrar: com o INTERESSE pessoal.

O Interesse pessoal não é nem de longe nem de perto um Direito, Liberdade ou Garantia constitucional.

os DLG são universais e imutáveis enquanto o interesse pessoal é isso mesmo "pessoal", algo que varia de pessoa para pessoa.

(…)

Posto isto, vamos ao post do dia.

- “SE ME PEDIREM EU DOU, SE INSISTIREM EM REQUERER NOS TERMOS DA LEI EU INDEFIRO”, diz Mr. Placebo num dos seus náuseos comentários dirigidos a um Subordinado – que não o Arguido – e que lhe havia requerido o direito a beneficiar da lei 116/97 (Estatuto do Trabalhador-Estudante).

Mr. Placebo é um “iluminado”, em breve jubilado, um Subordinante que sabe “Tudo de Tudo” e que mais do que isso sabe que os “Subordinados Nada Sabem”.

A esquizofrenia profissional/pessoal recorre a meças narcísicas doentias e reprováveis, mas facilmente comprováveis. Os sintomas de prepotência surgem a rodos, as provas de incompetência são às resmas e quanto à unilateral presunção que “eu sou a lei”, e não bastando a Verídica expressão por si produzia no início deste Post”, “algo de absurdo, algo de produzido por uma mente perversa, algo só admissível por alguém a quem está diognosticada uma doença esquizofrénica ou outra cefaleia qualquer”, aprestar-me-ei a COMPROVÁ-LO na sêmea do presente post.

(…)

Os mais cepticos ajuízarão que a frase citada está “descontextuada” e portanto não pode nem deve servir para definir a sua Personalidade, ou a falta dela.

Pois bem, para estes dirijo-me em particular neste post.

(…)

Num dos momentos quentes da litigância, o Arguido teve de reclamar duma decisão de Mr. Parcial produzida sobre “Flagrante Erro de Entendimento”. É uma expressão jurídica que significa que a decisão tem de ser revogada pois assenta num grave e distorcido erro de interpretação.

(…)

Imagine quem decidiu sobre esta petição?

Se a resposta fosse “natural” e “normal” seria expectável que a entidade decisora fosse obviamente Mr. Parcial, aquela a quem a mesma foi dirigida e remetida e detém autoridade para dela se pronunciar.

Porém, e dado estarmos num ambiente agnóstico e puramente irracional, o Mundo da Semântica Persecutória, então tudo será de esperar incluindo a resposta que vou aditar.

- Quem decidiu sobre a petição (pasme-se!) foi … Mr. Placebo.

(…)

Quer acredite quer não, foi isto que aconteceu; isto é Mr. Placebo perante uma petição dirigida a um seu superior hieárquico (Mr. Parcial) decide por ele e ponto final.

Como em situações já antes publicitadas, eis que a “lei é ele” e nada há fazer. Porém isto só é possível e concretizável porque estamos perante um jogo de cumplicidade vergonhosa e dolosa – e demarcadamente antiregulamentar – jogado contra o Arguido. E mesmo assim só ocorreu porque a Semântica Persecutória autorizou que o pseudo “causídico”, que ainda por cima tem patente, entrou no jogo de forma ilegitima, éticamente censurável e deontologicamente reprovável.

(…)

Como é bom de ver, o Arguido então já conotado de rezingão não podia calar tão e tamanha afronta processual e tão ousado abuso de autoridade.

(…)

À semelhança de pretéritos “contos”, este é mais um a aditar ao rol de miríades de exemplos que compõem a sintaxe de (IN)justiça que contra si foi erguida no biénio 2004/2006.

Veja-se então a resposta do Arguido que sendo o elo mais fraco da cadeia não se eximiu de tentar endireitar a processualidade, chamando os “bois pelo nome”:

“… Em primeiro lugar só por miopia ou sei lá o quê (para não correr o risco de ser indelicado e por isso ser acusado, coisa que aprendeu a ser vice-sem versa) é que se pode dizer que Vossa Excelência (reportando-se a Mr. Placebo) agiu com competência formal quando sabe que se “excedeu”.

Eu repito-lhe, o que já disse anteriormente, quem – legalmente – tem competência para decidir com base na fundamentação apresentada é Mr. Parcial. E como Mr. Placebo sabe – ou deveria saber, o que a comprovar-seestamos perante mais uma grave anfractuosidade ignorante - só pode ir até onde a lei o permite e, naõ pode, nem a lei o deixa, apegar-se de forma indiscriminada à “discricionariedade” para a usar como um poder indefinido, infinito e infalível.

Vossa Excelência sabe que “isto não é decidir, tem outro nome”…

Mas não é tudo.

Se no seu ESPÍRITO (o de Mr. Parcial) ainda escorrer um pingo de ética e de justiça por certo que a sua (consciência e) alegada competência, e sabendo que a decisão que suporta para rejeitar está contaminada em grave “erro de entendimento”, devia instigá-lo - até para provar que não deve nem teme - a decidir o oposto daquilo que decidiu e que ora se re-recorre.

Demais a mais quando evoca tratar-se de matéria de direito.

Das duas uma ou não está a interpretar convenientemente o que significa tal expressão, ou pior do que isso está a usá-la para dissimular aquilo que de direito nada tem: a menos que para si direito seja monopólio de patente e nada tenha que ver com a verdade factual ou com cumprimento regular da norma adstrita.

Será?

(…)

E ASSIM VAI A JUSTIÇA DISCIPLINAR DO MODERNO E.P.

O Arguido havia reclamado duma decisão duma Altíssima Entidade, concretamente de Mr. Parcial, dirigindo-lhe petição revogatória. O que acontece é de corar de vergonha os mais sensíveis em matéria de direito: de permeio, alguém que não seu nome, mas em seu lugar, e SEM COMPETÊNCIA FORMAL OU DELEGADA (ou seja ilegalmente e abusivamente) permite-se decidir por outrém; nem mais nem menos Mr. Parcial, que, (sente-se para não cair!), era nem mais nem menos do que o Pomo da Discórdia (o Objecto Substantivo da reclamação) decide substituindo-se, ilegal e abusivamente, a Mr. parcial.

Comentários para quê "É E LEI DE MR. PLACEBO"..

E pelos vistos esta conduta perversa, insidiosa, patética até, dá frutos pois ao que consta por aí o regime apresta-se a Vangloriá-lo pelos Altos Serviços prestados à P(átria)repotência.

Até já.

4 comentários:

fotógrafa disse...

Tomei a liberdade, de escrever no meu blog, o que por cá se vai passando...
espero que n veja nenhum inconveniente...
até logo

fotógrafa disse...

...continuando...
cultura?!mas que é isso???
A ELES,alguma vez interessa, que alguém tenha cultura?Como podem ELES, Mrs.Placebos e afins,dialogar com gente culta?! se eles n sabem o que isso é?!
Quer dizer: ao Mr Placebo,n lhe passa pela cabeça, dirigir o posto que comanda...pelos termos e artigos da LEI...ELE É QUE É A LEI!!!
e os artigos estabelecidos nas leis?! são lixo???
Esse honenzinho...é uma FARSA!
Na minha ingénua análise, estamos perante uma MAFIA!!!
E de tal forma engendrada, que entre eles, já nem precisam de esperar a ordem do PADRINHO...os afilhados, fazem a folha!!!
É UMA VERGONHA!!!
irei sempre passando e lendo

José António Borges da Rocha disse...

Desculpe a minha desatenção.
Só agora fui visitar o seu "espaço" e desdo logo salta à vista que é agradável: vai passar a ser visita permanente.


Obrigado pela ajuda que tem dado através dos comentários.
Espero que difunda aos amigos(as) os "podres" que administram a nossa sociedade (civil e militar)

Saudação amiga

fotógrafa disse...

Obrigada pela sua visita, e claro que tenho divulgado, aliás isso é obrigação de todo o cidadão responsável, saber e interferir, quando é caso...
... e neste,saltam à vista os atropelos que lhe têm sido dirigidos...
...mas no que respeita à sociedade civil, sabe tão bem quanto eu, o que por cá vai...
por isso acho que teremos que tomar consciência e até que a voz nos doa, e a paciência torre...difundir tudo o que nos vão querendo impingir, como verdades absolutas, ou seja, querendo fazer de nós...parolos!!!
O meu espaço, é recente...mas mais tarde lhe passarei novo endereço, onde(se quiser)poderá saber mais acerca de alguém, que fazendo o possivel para estar com atenção ao que nos rodeia e com os pés bem assentes no chão...ainda vai tendo tempo para de vez enquando levantar voo da realidade...e sonhar...rsrsrsrs
Ficarei sempre por aqui